Pagamentos em atraso dos hospitais sobem 195 milhões em cinco meses

  • ECO
  • 13 Agosto 2017

Agravamento das dívidas anulou a redução dos pagamentos em atraso conseguida no final de 2016. Indústria farmacêutica diz que dívida está perto dos valores mais altos de 2012.

Os pagamentos em atraso dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde aos fornecedores externos aumentaram 195 milhões de euros em cinco meses, avança o Diário de Notícias, citando os dados da monitorização mensal da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). A indústria farmacêutica já fez soar as campainhas de alarme frisando que a dívida dos hospitais estava, em junho, em 930 milhões de euros, valores próximos dos registados em 2012, quando o país teve de recorrer a assistência financeira.

Os pagamentos em atraso dos hospitais passaram de 544 milhões em dezembro do ano passado para 739 milhões em maio deste ano.

Os dados de maio mostram ainda duas realidades preocupantes: os valores da dívida vencida (valor após a data de vencimento da fatura) atingiram 1160 milhões de euros e os pagamentos em atraso (valores em atraso 90 dias após o vencimento da fatura) que atingiram os 739 milhões. Estes dois indicadores refletem um agravamento face ao período homólogo (23,6% e 22,2%, respetivamente). A dívida total dos hospitais aos fornecedores externos é de 1.592 milhões de euros, revela ainda o DN.

Este agravamento das dívidas anulou a redução dos pagamentos em atraso conseguida no final de 2016. Este revés já levou o CDS e o PSD a questionar, por diversas vezes, o ministro da Saúde sobre o tema na comissão parlamentar da Saúde. O DN pediu um comentário ao Ministério da Saúde sobre a situação financeira dos hospitais, mas não obteve resposta.

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