Jerónimo de Sousa dá dicas a Passos Coelho e ao PSD

  • Lusa
  • 13 Agosto 2017

O líder do PCP desafiou o PSD a ter uma posição mais "construtiva" relativamente às políticas a implementar no país, porque o posicionamento dos social-democratas tem sido de "negação permanente".

“Não se pode exigir ao PSD que deixe de criticar, consideramos que a ação governativa não é intocável, nós próprios temos assumido posições divergentes, mas temos sempre esta visão positiva, construtiva, que se reflete, designadamente, a partir de hoje”, afirmou Jerónimo de Sousa, referindo-se à atualização extraordinária de pensões.

O secretário-geral do PCP falava aos jornalistas durante uma visita à Feira Medieval de Silves, único concelho no Algarve em que a autarquia é liderada pela CDU, embora tenha frisado que não se tratou de uma ação relacionada com a campanha eleitoral, mas sim uma visita “descontraída”.

Jerónimo de Sousa classificou o posicionamento do PSD como sendo de “negação permanente” e de “crítica sem proposta alternativa”, pois vai falando de reformas “nunca explicando que reformas são”, como é o caso do “corte de 600 milhões de euros na proteção social”.

Considerando que faria bem ao PSD ter uma “posição construtiva”, o líder do PCP acusou ainda os social-democratas de entrarem em contradição ao votarem contra a proposta para baixar o Imposto Municipal dobre Imóveis (IMI) e agora estarem preocupados com “aqueles impostos que são para quem tem património mais elevado ou muito elevado”.

Questionado pelos jornalistas sobre o veto presidencial ao diploma que introduzia alterações à municipalização da Carris, Jerónimo de Sousa disse considerar que a solução encontrada é boa, “desde que se mantenha o princípio da não privatização” da empresa de transportes. “Acho que é possível, tendo em conta a mensagem do Presidente, que não declarou a inconstitucionalidade. Pensamos que é possível de uma forma desdramatizada encontrar a solução adequada”, concluiu.

A Feira Medieval de Silves arrancou na sexta-feira na zona histórica da antiga capital do Algarve e prolonga-se até ao dia 20 de agosto.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Jerónimo de Sousa dá dicas a Passos Coelho e ao PSD

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião