Casino Hotel de Tróia entra em PER. Tem dívidas de 157 milhões

O principal credor é a Oxy Capital, fundo de investimento que, ao mesmo tempo, detém a maioria do capital do casino hotel e que está em conflito com a Amorim Turismo, proprietária minoritária.

O Casino Hotel de Tróia entrou em Processo Especial de Revitalização (PER). O processo deu entrada na Comarca de Lisboa na segunda-feira, dia 9 de abril, e o ECO sabe que em causa está apenas um crédito de grande dimensão, que diz respeito apenas à parte do hotel. A Amorim Turismo e a Oxy Capital, maior credora, são as duas proprietárias da empresa e já estão em conflito por causa de outro hotel no Algarve.

De acordo com a informação disponibilizada no portal Citius, os 114 credores do Casino Hotel de Tróia detêm um total de 157,9 milhões de euros. Já o montante total de créditos reclamados ascende a 79,65 milhões de euros. A maioria deste montante é reclamada pela banca. O BCP detém mais de 41 milhões de euros, o BPI tem 12,7 milhões e o Santander Totta outros 12,4 milhões.

Entre os credores que reclamaram créditos não se encontra o fundo Aquarius, o principal credor. Este fundo de capital de risco detém créditos no valor de 86,59 milhões de euros, o equivalente a quase 55% da dívida total do Casino Hotel de Tróia, mas não reclama qualquer montante. Este fundo, por sua vez, é controlado pela Oxy Capital, que é, ao mesmo tempo, a principal detentora do capital do Casino Hotel de Tróia.

Ao ECO, fonte próxima do processo refere que a empresa decidiu recorrer ao PER para “equilibrar algumas contas”, mas que a “saúde financeira” não está ameaçada — “não mexe em nada com a atividade” do casino e do hotel. Em causa está apenas um crédito, que vence em breve. “O objetivo é não entrar em incumprimento com um credor privilegiado”, diz a mesma fonte, sem identificar o credor, mas referindo que a dívida diz respeito apenas à parte do hotel.

O Casino Hotel de Tróia é detido pelo fundo de investimento Oxy Capital, que, em 2014, comprou 75% das sub-holdings do grupo Amorim Turismo que controlavam os hotéis Lake Resort, Vilalara e Tróia Design Hotel, bem como o Casino de Tróia. Hoje, a Amorim Turismo ainda controla 25% destes ativos.

No mês passado, a Amorim Turismo decidiu processar a Oxy Capital, depois de o fundo de investimento ter colocado à venda o Lake Resort, um hotel algarvio de luxo. Uma vez que a Amorim Turismo ainda detém uma posição neste empreendimento, argumenta que tem direito de preferência e quer ter uma palavra a dizer na venda deste hotel, exigindo dois milhões de euros à Oxy Capital.

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