Há mais margem para dividendos na Nos. BPI sobe preço-alvo

  • Rita Atalaia
  • 11 Abril 2018

O BPI melhorou a recomendação da Nos para comprar, mas também subiu o preço-alvo para 5,95 euros. Isto para refletir a previsão de que vai dar dividendos com uma rendibilidade de quase 10% até 2021.

O BPI está mais otimista em relação à Nos. Vê a empresa liderada por Miguel Almeida a apresentar uma melhoria do cash flow e, consequentemente, da remuneração aos acionistas. Uma projeção que levou o banco de investimento a rever em alta a avaliação das ações para 5,95 euros. Dá-lhe um potencial de subida expressivo que explica a recomendação de “comprar”, face a à anterior de “neutral”.

“Atualizámos as nossas estimativas, subindo o preço-alvo em 2018 para 5,95 euros (+3%)”, face aos 5,75 euros anteriores, diz o BPI. Esta melhoria da avaliação está a levar os títulos da Nos a subirem 2,45% para 4,926 euros. Isto depois de as ações da operadora já terem alcançado um máximo de 4,94 euros durante a sessão.

Ações da Nos estão a subir mais de 2%

Com menores investimentos, mas também num novo ciclo de crescimento mais moderado, o BPI vê margem para que a empresa apresente maiores fluxos de caixa, que darão suporte aos dividendos. Prevê que a Nos apresente uma remuneração aos acionistas com uma rendibilidade de quase 10% até 2021.

 

A Nos apresentou, no ano passado, um crescimento dos lucros superior ao que era esperado pelos analistas. Os resultados líquidos cresceram 37%, ascendendo a 124 milhões de euros, o que levou a empresa liderada por Miguel Almeida a decidir aumentar em 50% a remuneração a pagar aos investidores. Vai pagar 30 cêntimos por ação, o que representa uma rendibilidade do dividendo de 6,1%.

O BPI queria que a Nos tivesse aumentado ainda mais a remuneração a entregar aos investidores. “A empresa anunciou um aumento do dividendo para 30 cêntimos, o que compara com a nossa estimativa de 37 cêntimos e a de 28 cêntimos do consenso do mercado”, referiram os analistas do BPI, à data. Com esta nova nota de investimento, reforçam a perspetiva de que há margem para a empresa pagar mais dividendos.

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