Há funcionários públicos à espera do descongelamento das carreiras para pedir reforma

  • ECO
  • 11 Abril 2018

Sindicatos preveem uma quebra nas saídas para aposentação, mas avisam que é muito reduzido o impacto, no valor das pensões, do acréscimo salarial que resulta do descongelamento das carreiras.

Há funcionários públicos a adiar a entrada na reforma para que a pensão possa ser calculada já com o acréscimo remuneratório que resulta do descongelamento das carreiras. Os sindicatos avisam que o impacto deste aumento salarial na pensão é muito reduzido, mas preveem uma quebra nas saídas para a reforma, escreve o Dinheiro Vivo.

“Temos muitos trabalhadores a dizerem-nos que vão esperar pelo pagamento integral das progressões antes de se reformarem. Aconselhamos que peçam uma simulação à Caixa Geral de Aposentações antes de tomarem uma decisão”, diz o secretário-geral da Fesap, José Abraão.

Também Mário Nogueira, da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), confirma que há colegas à espera do descongelamento já que para muitos isso significa reformarem-se no topo da carreira, com uma remuneração de 3.365 euros em vez de 3.092 euros. “Se adiarem porque ainda não têm a idade legal para se reformarem, pode fazer alguma diferença, mas se for apenas para ficarem mais um ano ou dois [com o novo salário], a diferença na pensão é pequena”, refere.

O economista e membro do Conselho Consultivo da Caixa Geral de Aposentações (CGA), Eugénio Rosa, também entende que o impacto do descongelamento no valor das pensões é muito reduzido, embora saliente que, “para quem tem pouco, uns euros a mais por mês acabam por ser muito”, recordando que estes euros “ficam para o resto da vida e são pagos 14 vezes por ano”.

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