X2, o SUV mais “reguila” da família BMW

Há mais um X na família da BMW. Apesar de ser o 2, é o mais pequeno (até que o X1), mas também o mais “reguila” de todos. Tem o “look” de fora de estrada, mas adora devorar asfalto.

Uma fotografia vale por mil palavras? Na maioria das vezes, sim. No caso do X2, o novo SUV da BMW, esta máxima… não é assim tão verdade. Quando se pensa num SUV, criamos a imagem mental de um automóvel de dimensões superiores à dos comuns modelos, mas a marca da Baviera surpreendeu ao apresentar uma proposta que garante todo o estilo que tanto atrai os condutores num modelo muito compacto. E que apesar de ter o “look” de quem gosta de “pôr o pé” fora de estrada, revela toda a sua alma no asfalto.

O X2, apesar do nome, é o mais pequeno dos X. Mesmo que o X1. Tão pequeno que não se admire se quando estiver um estacionado junto de outros automóveis não dê sequer por ele. Não que não seja um modelo com uma imagem forte. Pelo contrário. Se há argumento que o X2 tem é do estilo… Vem com uma linha de cintura elevada, um tejadilho rebaixado, mas num corpo cheio de músculo. Juntamente com todas as proteções “todo o terreno” criam uma imagem que será, para muitos, de desejo.

Na traseira é o difusor com as duas saídas de escape que brilha. Na dianteira, o X2 mostra o seu lado mais irreverente. Uma entrada de ar de grandes dimensões, os tradicionais “rins” da grelha de base mais larga que na parte superior, mas também um novo conjunto de óticas mostram que este pequeno SUV está pronto para fazer arrepiar os pelos do antebraço de muitos condutores com uma idade um pouco inferior àquela que habitualmente põe as mãos num BMW – e não falta conexões para estes, nem um ecrã de 8,8 polegadas (tátil).

Ah… Por isso é que é um SAV

Esteticamente, com detalhes estilísticos como os logos em ambas as laterais, em lugar de destaque, a BMW parece ter acertado em cheio nesta aventura pelo mundo dos SUV compactos. Ou melhor, dos SAV… É que a marca prefere identificar o seu mais recente membro da família como um Sports Activity Veihicle. Qual é a diferença? Só quando nos sentamos no lugar do condutor, carregamos no botão Start e damos a primeira “voltinha” é que tudo parece fazer sentido.

O X2 traz aquela posição de condução um pouco mais elevada que tantos parecem gostar, mas também um capot que nos faz sentir ao volante de um pequeno “monstro” na estrada. Na condução propriamente dita, tem o ADN de todos o BMW. Sentados em autênticas bacquets (que são, obviamente, um extra que vem com o pacote M), com o volante desportivo nas mãos, um pequeno toque no acelerador e… percebemos que estamos perante um modelo que quer estrada. É um “reguila”.

E esse apetite revela-se especialmente se debaixo do capot estiver um 2.0 a gasóleo, como estava no ensaio realizado. Há um X2 18d, mas o 20d, de 190 cv, tem muita alma. Associado à caixa automática de oito velocidades, é ver o conta-rotações ganhar vida. Ele e o velocímetro também, à medida que se vai subindo de relação de forma sempre subtil. Há potência que chegue. E mesmo em velocidades mais elevadas, a sensação de segurança está garantida pela afinação desportiva da suspensão (bem como de todas as ajudas eletrónicas) que culmina nos pneus que calçam as jantes de 20 polegadas.

Até custa dizer… Ponham um 1.6!

O X2 20d é uma pequena “bomba” que faz virar cabeças sempre que passa na estrada, especialmente neste dourado com que a marca o lançou no mercado. Tem muitos argumentos para ser um sucesso, mas há um “pequeno” problema que pode fazer com que não se vejam assim tantos na estrada. É o preço. Se mesmo com um motor deste tamanho os consumos são comedidos – uma média de 7 litros aos 100 km, numa condução totalmente despreocupada –, a elevada cilindrada faz engordar a fatura total para o comprar até aos 54.840 euros.

Na realidade, é pouco mais caro que um X1 — cerca de 1.500 euros. Traz mais motor, mas menos carro. A solução para baixar o valor de venda poderia ser copiar o 1.6 a gasóleo do 1, mas o 2 quer ser desportivo… E para garantir essa imagem, pode ser preciso gastar ainda mais alguns euros. Não há só um Pack M para incluir. Há um Pack M X, que definitivamente faz o X2 destacar-se. Custa mais de cinco mil euros. E extra a extra, a lista vai avolumando-se, assim como os zeros da conta. O total da unidade ensaiada supera os 70 mil euros (71.064 euros).

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