Reclamações na ADSE triplicaram no início deste ano

  • Marta Santos Silva
  • 26 Abril 2018

Os beneficiários têm "noção de que há abusos" por parte de alguns prestadores de serviços, assinala João Proença, presidente do Conselho Geral e de Supervisão da ADSE.

Os beneficiários da ADSE sabem que acontecem abusos nas cobranças por parte de certos prestadores de serviços, afirma João Proença, um dos representantes dos beneficiários que preside o Conselho Geral e de Supervisão do subsistema de saúde dos funcionários públicos. Em entrevista ao ECO, João Proença explicou que esse órgão consultivo tem o poder de receber reclamações, e que elas têm aumentado significativamente desde que o Conselho Geral e de Supervisão iniciou funções, em outubro de 2017.

“Nós, em termos de Conselho Geral, temos a capacidade de atender a reclamações de beneficiários, que é uma área que evidentemente vai explodir. No ano passado, no quarto trimestre, já que começámos em outubro, tivemos 15 reclamações, e este ano no primeiro trimestre já tivemos 45″, afirmou o responsável.

As reclamações dos beneficiários devem-se em parte a casos de cobranças excessivas. “Há noção de que há abusos nesta matéria”, acrescentou João Proença. Esses abusos prendem-se, por exemplo, com a multiplicação dos atos médicos, com análises ou exames supérfluos receitados. “Não é da responsabilidade do beneficiário”, assinalou.

“Uma ADSE dos beneficiários é uma que implica que todos os beneficiários se sintam responsáveis pelo que está a acontecer. Mas é evidente que muitas vezes não têm conhecimentos suficientes”, acrescentou, referindo que os beneficiários não devem ser responsáveis por fazer eles próprios as denúncias deste tipo de atos. Para João Proença, a ADSE deveria ter uma unidade própria de combate à fraude que pudesse fazer este tipo de análises.

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Reclamações na ADSE triplicaram no início deste ano

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião