Teixeira Duarte vai vender Lagoas Park e posição na Lusoponte

  • ECO
  • 30 Abril 2018

O acordo do grupo com três grandes bancos portugueses leva a Teixeira Duarte a anunciar que vai pôr à venda uma posição na Lusoponte e o Lagoas Park, entre outros ativos.

A Lusoponte é a concessionária da ponte 25 de Abril.Paula Nunes / ECO

Já se conhecem alguns dos ativos que a Teixeira Duarte se prepara para vender na sequência do acordo com três grandes bancos portugueses para reduzir a dívida do grupo. Entre eles está a participação de 7,5% que detém na Lusoponte, a empresa concessionária das pontes Vasco da Gama e 25 de Abril, em Lisboa, e o Lagoas Park, em Oeiras. Em causa, um plano de venda de ativos no valor de 500 milhões de euros.

A notícia foi avançada esta segunda-feira pelo Jornal de Negócios (acesso condicionado), que cita o relatório e contas da empresa relativo ao ano de 2017. Mas a posição na Lusoponte não é a única a fazer parte da lista de ativos da Teixeira Duarte a alienar este ano. Entre eles está também uma posição de 9% na Auto-Estradas do Baixo Tejo, o empreendimento Lagoas Park ou mesmo os 0,04% que possui no BCP.

À venda está também a totalidade do capital da Bonaparte – Imóveis Comerciais e Participações e a TDHOSP – Gestão de Edifício Hospitalar, a empresa que faz a gestão e manutenção do novo edifício do Hospital de Cascais.

Na semana passada, a Teixeira Duarte comunicou aos mercados financeiros que chegou a um acordo com a CGD, o BCP e o Novo Banco para levar a cabo uma redução significativa da dívida. Em causa está a venda de ativos durante este ano de 2018, no valor de 500 milhões de euros, como noticiou o ECO. O acordo prevê ainda o aumento da maturidade dos financiamentos da banca ao grupo.

A empresa apresentou prejuízos de 4,65 milhões de euros no exercício do ano que passou, valor que compara com os 20,15 milhões de euros de lucro registados em 2016. Concretamente, com a Lusoponte, a empresa conseguiu um lucro de 21 milhões de euros, 6,8% abaixo do orçamento.

A Mota-Engil e a Vinci são os principais acionistas da Lusoponte e, segundo o mesmo jornal, possuem direito de preferência sobre a posição que a Teixeira Duarte se propõe a vender.

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