Teixeira Duarte tem de vender 500 milhões em ativos

  • Lusa
  • 25 Abril 2018

O acordo com a CGD, BCP e Novo Banco prevê uma redução significativa do passivo bancário, a alienação de ativos no valor de cerca de 500 milhões, bem como o aumento da maturidade dos financiamentos.

A Teixeira Duarte fechou um acordo com o BCP, a CGD e o Novo Banco que prevê “uma redução significativa do passivo bancário alinhada com um programa de alienação de ativos no valor de cerca de 500 milhões de euros”.

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Teixeira Duarte informou que “encetou um processo com o Banco Comercial Português, S.A., a Caixa Geral de Depósitos, S.A. e o Novo Banco, S.A. em ordem a acordar os termos em que o Grupo Teixeira Duarte vai proceder à redução do seu ativo e do seu passivo”.

[A Teixeira Duarte] encetou um processo com o Banco Comercial Português, S.A., a Caixa Geral de Depósitos, S.A. e o Novo Banco, S.A. em ordem a acordar os termos em que o Grupo Teixeira Duarte vai proceder à redução do seu ativo e do seu passivo.

Comunicado da Teixeira Duarte

O processo culminou na assinatura, na terça-feira, de um “Acordo Quadro relativo à Dívida do Grupo Teixeira Duarte” com os três referidos bancos que, no essencial, “prevê uma redução significativa do passivo bancário alinhada com um programa de alienação de ativos no valor de cerca de 500.000 milhares de euros, bem como o aumento da maturidade dos financiamentos e a otimização do custo de financiamento”.

Na mesma nota ao mercado, o grupo considera “ser muito relevante todo este processo, porquanto permite programar, nomeadamente, a velocidade de redução do endividamento bancário do Grupo, salvaguardando dessa forma níveis adequados de liquidez”.

No passado dia 12, a Teixeira Duarte anunciou que quer vender 90% da empresa que gere o edifício do Hospital de Cascais, a TDHOPS, por cerca de 19,4 milhões de euros, medida que aguarda autorização do Estado.

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo informou então ter celebrado, a 9 de abril, um contrato com subsidiárias de um fundo de investimento gerido pela sociedade gestora ‘3i Investments plc’ para alienação de 90% do capital social da TDHOSP – Gestão de Edifício Hospitalar.

Grupo Teixeira Duarte passa de lucro a prejuízo de 4,65 milhões em 2017

O grupo Teixeira Duarte fechou 2017 com prejuízos de 4,65 milhões de euros, que comparam com 20,15 milhões de euros de lucro no ano anterior, anunciou em comunicado ao mercado.

Os resultados sofreram o impacto negativo, líquido de impostos diferidos, da perda de 4,19 milhões de euros por imparidade na participação no Banco Comercial Português em 2017, que compara com uma perda de 15,634 milhões de euros na mesma participada em 2016, explicou o grupo.

“Os resultados de 2017 ainda foram influenciados pelo impacto da perda por imparidade, de 715 mil euros, da participada Votorantim Macau Investimentos, bem como pelo impacto positivo, da alienação de direitos de subscrição de aumento de capital do Banco Comercial Português, no montante de 6,0 milhões de euros.

Além do desempenho das empresas do grupo face ao período homólogo, este indicador foi influenciado por uma variação positiva das diferenças de câmbio desfavoráveis de 25,85 milhões de euros, passando de 41,21 milhões de euros em 2016 para 15,36 milhões de euros em 2017.

Em 2017, o volume de negócios atingiu 1.035 milhões de euros, o que reflete uma diminuição de 7,1% face ao exercício de 2016, ou seja, uma descida de 79,74 milhões de euros. Já os proveitos operacionais tiveram um decréscimo de 10,6% face ao período homólogo, atingindo o montante de 1.099 milhões de euros. O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) registou uma diminuição de 31,8% face a 2016, fixando-se em 181,35 milhões de euros.

O endividamento líquido registou um decréscimo de 279,09 milhões de euros em relação ao final do ano passado, tendo-se fixado, em 31 de dezembro de 2017, em 854,01 milhões de euros.

(Notícia atualizada com os resultados do grupo)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Teixeira Duarte tem de vender 500 milhões em ativos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião