Sonae, Pestana, EDP, Tekever e Mota-Engil vão ajudar 50 PME a internacionalizarem-se

O PME Connect vai ajudar 50 pequenas e médias empresas a internacionalizarem-se, através do apoio de cinco grandes empresas: Sonae, Pestana, EDP, Tekever e Mota-Engil.

Foi a pensar nas dificuldades sentidas pelas pequenas e médias empresas (PME) nacionais que nasceu o projeto “PME Connect”. Numa tentativa de apoiar estas sociedades não financeiras a voarem para mercados internacionais, a Associação Industrial Portuguesa (AIP) e a Deloitte transformaram a cinco grandes empresas presentes em Portugal em “professores”, cujo objetivo é ajudar a superar vários desafios do processo de internacionalização, através da partilha de experiências e ensinamentos.

“PME Connect” é o nome do programa que selecionou 50 PME num universo de 268 empresas. A ideia passa por unir cinco Grupos Fortemente Internacionalizados (GFI) de diferentes setores — Sonae (retalho), Grupo Pestana (turismo), EDP (energia), Tekever (defesa) e Mota-Engil (construção) –, a as PME selecionadas. Setores esses que foram “entendidos como os de maior potenciação” e com “um peso significativo“, explicou Paulo Caldas, da AIP, durante a apresentação do programa esta terça-feira.

Posto isto, serão criados grupos de trabalho, cada um com 10 pequenas e médias empresas, onde serão trocadas experiências através de open-days e activation labs. O objetivo passa por definir uma estratégia de internacionalização e os fatores de risco que a mesma inclui, bem como selecionar os produtos e as oportunidades de cada mercado internacional.

O maior desafio à internacionalização para as nossas PME é a dificuldade na identificação e captação de parceiros. Foi isto que apuramos em dados preliminares. Não são os custos, não é o risco cambial, nem as diferenças culturais… É o problema dos parceiros”, começou por dizer Pedro Janeiro, da Deloitte.

Através de “todo o conhecimento, experiência e visão dos mercados internacionais”, as cinco empresas escolhidas para “ensinar” as 50 PME vão “transferir diretamente para os empresários” estas mais-valias que já possuem. “O objetivo é utilizar o capital que já está lá fora das nossas grandes empresas, que já testaram mercados com sucesso, e outros onde o sucesso não foi assim tão grande, e utilizar essas experiências para aprender e evoluir mais rapidamente e com maior segurança nos mercados internacionais“, continuou Pedro Janeiro. No final, se tudo correr bem, podem acontecer projetos de internacionalização conjunta.

Pedro Arrais, representante da Mota-Engil e presente na apresentação do “PME Connection”, afirmou que “as PME precisam de vencer o desconhecido“. Uma vez que a construtora está presente em 28 países, acredita que “pode partilhar esse conhecimento”, defendendo que se deve “apoiar o desígnio nacional de internacionalização da economia portuguesa”.

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