Os 23 suspeitos de agressões aos jogadores do Sporting ficam em prisão preventiva

  • ECO
  • 21 Maio 2018

Os 23 suspeitos de terem agredido jogadores e equipa técnica do Sporting, na semana passada, na academia em Alcochete, poderão ficar em prisão preventiva por um prazo máximo de seis meses.

Os 23 suspeitos de terem agredido jogadores de futebol e equipa técnica do Sporting vão ficar em prisão preventiva, avança a SIC Notícias.

A estação televisiva refere que o juiz de instrução criminal, que ouviu os 23 arguidos, esta tarde, no Tribunal do Barreiro, decidiu aplicar a medida de coação mais gravosa depois de considerar todos os perigos elencados pelo Ministério Público, nomeadamente o perigo de fuga, a continuidade da atividade criminosa e a perturbação.

Sobretudo, o juiz considerou que “a natureza dos ilícitos em causa e a visibilidade social que a prática dos mesmos implica, considerando, principalmente, o aumento do número e a gravidade dos crimes e comportamentos associados ao fenómeno desportivo“, justifica a aplicação não só do termo de identidade e residência, mas também a prisão preventiva.

Os familiares ainda terão oportunidade de se despedirem dos arguidos, que seguirão depois para um estabelecimento prisional.

Os advogados de defesa argumentavam que nem todos os arguidos tinham tido o mesmo tipo de responsabilidade, mas o juiz discordou. A prisão preventiva poderá manter-se por seis meses. Findo esse prazo, o Ministério Público terá de deduzir acusação.

As agressões tiveram lugar na terça-feira passada, quando um grupo de cerca de 50 indivíduos que estarão ligados à Juve Leo invadiram a academia do Sporting, em Alcochete, e agrediram jogadores e equipa técnica, a dias da final da Taça de Portugal.

O Sporting decidiu, entretanto, suspender os benefícios que atribui à claque leonina, pedindo ainda uma “audiência urgente” ao primeiro-ministro, para “discutir todos os assuntos relacionados com o combate à violência no desporto”.

Notícia atualizada pela última vez às 20h42 com mais informação.

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