Sonae afasta pequenos investidores da colocação em bolsa do retalho

  • ECO
  • 23 Maio 2018

Os pequenos investidores apenas vão poder comprar ações de parte do portefólio de retalho da Sonae quando a nova empresa estiver cotada na bolsa de Lisboa.

A Sonae elegeu o negócio do retalho alimentar e a propriedade imobiliária como as partes do seu portefólio que vão para a bolsa através de uma oferta pública inicial (IPO, sigla inglesa). Mas a operação de colocação da nova empresa apenas estará reservada para os investidores institucionais. Já os pequenos investidores apenas poderão adquirir ações da nova cotada da família Sonae quando ela já estiver a negociar no mercado.

De acordo com o Jornal de Negócios (acesso pago), a Sonae deverá optar por uma venda direta a investidores institucionais, o que significa que apenas quando a nova empresa estiver cotada é que os pequenos investidores vão poder comprar ações.

Uma fonte contactada pelo jornal disse que “não é certo que seja um IPO tradicional, pois a empresa pode optar por uma colocação privada”, semelhante operação que a EDP fez em 2008 com a colocação da EDP Renováveis em bolsa.

Também os analistas acreditam nesta via. “Depois de ter sido dado a conhecer um sindicato bancário, a operação deverá ser feita através de uma venda a investidores institucionais”, referiu Albino Oliveira, analista da Patris Investimentos.

Esta semana, a empresa liderada por Paulo Azevedo definiu o perímetro desse portefólio de retalho que poderá vir a ser colocado em bolsa, devendo este recair sobre a Sonae MC e a Sonae RP, de acordo com o comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Ou seja, as empresas de retalho alimentar e a unidade responsável pela gestão do portefólio de imobiliário de retalho da Sonae.

Ainda no mesmo comunicado, e conforme o ECO noticiou, a Sonae escolheu o Barclays, o BNP Paribas e o Deutsche Bank para operacionalizar a entrada deste negócio na bolsa de Lisboa.

A empresa quer colocar o retalho no mercado, mas não vai abdicar do controlo das operações. No máximo, colocará em bolsa 49% do capital, mas a percentagem a admitir à negociação ainda não está definida. Já sobre o valor, há indicações. Fontes próximas à Sonae garantem ao ECO que a área de retalho pode chegar ao mercado avaliada em perto de dois mil milhões de euros.

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