Revista de imprensa internacional

Enquanto Donald Trump decide investigar os carros importados da China, a Apple e a Volkswagen unem-se para desenvolverem veículos autónomos. Veja esta e outras notícias na imprensa internacional.

Os próximos tempos poderão trazer novas tarifas ao setor automóvel por parte dos EUA, isto depois de Donald Trump ter decidido investigar as importações de veículos chineses. Ainda sobre taxas, em Espanha, o Governo pretende tributar as empresas que prestem serviços digitais, o que não está a agradar a várias entidades do setor. Nas empresas, a Uber anda a conquistar investidores e, ao mesmo tempo, acaba de nascer uma parceria entre a Apple e a Volkswagen.

Reuters

Estados Unidos investigam carros importados da China

O Governo norte-americano arrancou com uma investigação aos automóveis e camiões importados da China, por temer que estes não estejam a cumprir com as leis e, assim, prejudiquem a segurança e a economia do país. De acordo com Wilbur Ross, secretário do Comércio, “há evidencias que sugerem que, durante décadas, as importações têm desgastado a nossa indústria automobilística”. A confirmarem-se estas suspeitas, isto poderá resultar em novas tarifas, semelhantes às aplicadas no aço e no alumínio. Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês)

Expansión

Empresas tecnológicas contra imposto digital do Governo espanhol

Em Espanha, as empresas tecnológicas preparam-se para serem tributadas com uma nova taxa que será aplicada a toda a economia digital. Algumas entidades do setor já se mostraram descontentes com esta intenção, incluindo a Telefónica, a Vodafone e a Orange. A medida inclui todos os serviços digitais de empresas que operam em Espanha, mesmo que não estejam fisicamente sediadas no país. Leia a notícia completa no Expansión (acesso livre, conteúdo em espanhol)

Financial Times

Deutsche Bank vai encerrar 7.000 postos de trabalho

O banco alemão anunciou que irá encerrar 7.000 postos de trabalho, uma medida que faz parte de um processo de restruturação. Um em cada quatro empregos será cortado e, terminada esta fase, o Deutsche Bank vai contar com menos de 90.000 funcionários. O banco tem passado por um período muito turbulento, que está a ter efeitos devastadores em bolsa. Só este ano as ações desvalorizam já mais de 30%. Leia a notícia completa no Financial Times (acesso livre, conteúdo em inglês)

TechCrunch

Interesse de investidores na Uber faz empresa valer mais 30%

A Uber está na mira de três investidores. Estão dispostos a entrar com até 600 milhões de dólares para comprar uma posição na empresa, avaliando a tecnológica norte-americana em 62 mil milhões de dólares. É uma valorização de 30% numa altura em que a a Uber divulgou um lucro de 2,46 mil milhões de dólares, atribuídos em grande parte à venda de operações na Federação Russa e sudeste asiático. Sem estas receitas, a empresa continua a perder dinheiro, antes de impostos e amortizações, mas o prejuízo de 304 milhões de dólares foi metade do registado há um ano. Leia a notícia completa no TechCrunch (acesso livre, conteúdo em inglês)

Business Insider

Apple une-se à Volkswagen para desenvolver veículos autónomos

As Apple e a Volkswagen pretendem unir-se para desenvolver veículos autónomos. A ideia é transformar carrinhas da marca alemã em veículos que não necessitam de condutor, através da tecnologia desenvolvida pela marca da maçã. Antes desta parceria, a Apple tentou unir esforços com a BMW e a Mercedes-Benz, porém, sem sucesso. Leia a notícia completa no Business Insider (acesso livre, conteúdo em inglês)

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O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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