Russos e sauditas admitem aumentar produção. Petróleo baixa dos 70 dólares em Nova Iorque

Ministros da Energia da Rússia e da Arábia Saudita estão prontos para aumentar a produção de petróleo para travar a escalada dos preços. Brent cai mais de 2% em Londres.

O preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais, isto depois de a Arábia Saudita e a Rússia terem anunciado que estão preparadas para aumentar a produção. Procuram, com isso, travar a escalada da cotação do “ouro negro” que negoceia em máximos de 2014.

O Brent, negociado em Londres, cede 2,03% para os 77,29 dólares, após ter chegado aos 80 dólares durante esta semana. Em Nova Iorque, o contrato de West Texas Intermediate cede na mesma linha, sendo que neste caso cada barril já vale menos de 70 dólares.

Estas quedas, que não impedem um novo aumento dos preços dos combustíveis na próxima semana, acontece depois de o ministro da Energia russo, Alexander Novak, e o seu homólogo saudita, Khalid al-Falih, se terem encontrado em S. Petersburgo, na Rússia, para reverem os termos do acordo assinado assinado há ano e meio e que impõe um teto máximo de produção de 1,8 milhões de barris diários.

Esta medida visava dar algum suporte aos preços do petróleo que, no entanto, dispararam para máximos de quatro anos perante o colapso da produção venezuelana e eventuais restrições no Irão, no seguimento das sanções por parte dos EUA.

Fontes citadas pela Reuters adiantaram que os dois ministros, juntamente com os Emirados Árabes Unidos, discutiram um aumento da produção em cerca de um milhão de barris por dia.

Falando em S. Petersburgo, al-Falih explicou que as restrições nos limites da produção serão gradualmente levantadas para evitar um choque nos mercados.

“Um debate sobre um eventual relaxamento nas restrições de produção deverá impedir novas subidas dos preços do petróleo”, disseram os analistas do Commerzbank. “A fasquia de 80 dólares parece representar um obstáculo difícil de superar porque iria aumentar significativamente a probabilidade de um aumento da produção”, explicaram os analistas do banco alemão.

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