Marques Mendes: “Abrir uma sociedade na véspera de entrar no Governo? É suspeito, é estranho”

Marques Mendes, no seu comentário semanal na SIC, falou sobre a polémica da semana noticiada em primeira mão pelo ECO, relacionada com o ministro Siza Viera.

O ECO noticiou, esta semana, que o ministro Pedro Siza Vieira abriu uma empresa imobiliária na véspera de ir para o Governo e acumulou, durante dois meses, a gerência dessa empresa com o cargo de ministro.

“A parte que mais se fala é se renunciou a tempo ou não. Não é a questão mais importante. É um lapso. É censurável, mas não é o mais relevante”.

Então o que é mais relevante?

Marques Mendes elenca três questões:

  1. “Abrir uma sociedade na véspera de entrar no Governo? É suspeito. É estranho”. E recorda uma capa do jornal Público desta semana onde se lia: “Ministro não responde se criou empresa para esconder património”.
  2. “Na energia é mais importante. [Pedro Siza Vieira] pediu escusa em matérias de energia. É louvável. Mas há uma coisa estranha? Porque só agora é que pediu escusa? Porque é que pediu escusa agora, quando antes reuniu-se com outras empresas, como a EDP?”
  3. “É muito estranho as funções. [Siza Vieira] trata de assuntos de energia, mas não é ministro da Energia. Trata de assuntos de economia, mas não é ministro da Economia. Parece que temos dois ministros da Economia. Isso não é transparente. Tem a ver com eventuais conflitos de interesse”.

Sobre António Costa, Mendes diz que “nunca deixa cair os seus amigos. É amigo dos seus amigos. Mas no plano do Estado deveria haver menos informalidade e menos facilitismo com que o primeiro-ministro trata algumas matérias de Estado”.

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