Preço não mexe, mas CTG oferece ativos para garantir sucesso na oferta à EDP

  • ECO
  • 7 Junho 2018

Os chineses da CTG podem não estar dispostos a mexer no preço oferecido na OPA à EDP. Mas querem que a elétrica comece a gerir os seus ativos, o que vai impulsionar o seu crescimento.

A China Three Gorges (CTG) não está disposta a mexer no preço oferecido na OPA à EDP. Mas quer entregar à empresa liderada por António Mexia os seus ativos no Brasil, Alemanha e sudeste asiático, mas também nos países de língua portuguesa. Isto traduz-se num investimento de 20 mil milhões que vai permitir reforçar o crescimento da elétrica tanto na Europa como na América.

Os chineses da CTG querem que a EDP faça a gestão dos seus ativos avaliados em 8,3 mil milhões de dólares, ou seja, cerca de 7 mil milhões de euros, de acordo com a Bloomberg. Este negócio vem complementar a oferta de 9,1 mil milhões de euros que a CTG fez para comprar as ações da EDP que ainda não detém. Ou seja, estará disposta a dar até 20 mil milhões de euros para controlar a EDP.

Caso a CTG entregue os ativos no Brasil, Alemanha e sudeste asiático, mas também nos países de língua portuguesa à EDP, isto vai permitir que a elétrica aumente a capacidade de produção em 30% e ainda reforce o EBITDA em cerca de mil milhões de euros por ano. Este crescimento vai facilitar o pagamento de dividendos sem precisar de recorrer à venda de ativos.

EDP acima da OPA

A China Three Gorges, a maior acionista da EDP, apresentou uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital da elétrica, oferecendo uma contrapartida de 3,26 euros. Contudo, a empresa liderada por António Mexia disse logo que a oferta era baixa.

Os investidores também continuam relutantes quanto à contrapartida oferecida. Prova disso é a cotação em bolsa, que se mantém bastante acima da OPA. A EDP está a cotar nos 3,362 euros, com os acionistas a acreditarem numa melhoria da proposta ou mesmo no surgimento de uma oferta concorrente.

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