Tribunal chumba acordo entre a Lisgráfica e os credores

Em causa está um acordo com os credores ao abrigo do Plano Especial de Revitalização da empresa que teve início a 27 de junho do ano passado.

A Lisgráfica anunciou esta sexta-feira que o tribunal se recusou a homologar o acordo que a empresa tinha concluído com os credores ao abrigo do Plano Especial de Revitalização (PER) iniciado há quase um ano.

Em comunicado enviado à CMVM, a empresa diz que “foi notificada de que foi proferido despacho judicial do Juiz 1 do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste, Juízo de Comércio de Sintra que recusa a homologação do acordo concluído entre a Lisgráfica e os seus credores”.

Em causa está um PER iniciado pela Lisgráfica a 27 de junho do ano passado, processo que entretanto em fevereiro deste ano foi homologado pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste — Juízo de Comércio de Sintra.

Este chumbo surge depois de no final do ano passado os credores terem aprovado o PER que previa a reestruturação da divida financeira da da Lisgráfica, tendo o BCP a palavra determinante, tendo em conta que reclama mais de metade dos 80 milhões de euro de dívida total.

A recusa surge também poucos dias depois de a Lisgráfica ter reportado um agravamento das suas perdas nos três primeiros meses deste ano. A 30 de maio a Lisgráfica anunciou prejuízos de 489 mil euros no primeiro trimestre, o que corresponde a um agravamento de 30% face às perdas sofridas no período homólogo.

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