Tensão entre países do G7 alivia. Wall Street avança

As ações norte-americanas terminaram a semana em alta, com os títulos dos setores de cuidados de saúde e de bens de consumo a destacarem-se pela positiva. Nota negativa para a Apple.

As bolsas norte-americanas entraram na última sessão da semana no vermelho, mas acabaram por inverter de rumo, com o alívio da tensão entre os países do G7 a ditar um fecho positivo em Wall Street.

O S&P 500 valorizou 0,31%, para os 2.778,97 pontos, animado pelos ganhos dos títulos do setor de cuidados de saúde, mas também de bens de consumo. Já o Dow Jones e o Nasdaq somaram 0,3% e 0,14%, respetivamente, para os 25.316.53 e 7.645,51 pontos.

Os investidores terão deixado de lado as preocupações relativamente às relações dos EUA com os seus maiores parceiros comerciais depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter chegou ao Canadá nesta sexta-feira para o que era esperado ser uma tensa reunião com outros líderes dos países que integram o G7.

O presidente francês, Emmanuel Macron, e Donald Trump, que trocaram trocaram mensagens antes da reunião da cúpula do G7 tiveram uma “muito cordial” discussão sobre comércio e a Coreia do Norte, disse um representante francês.

“Os investidores não estão realmente a negociar com base nas grandes notícias do dia que é o G7”, disse Katrina Lamb, responsável pela estratégia de investimento e de research da MV Financial, citada pela Reuters. “Esse tema vai ser relevante em algum momento. A ótica do G7 por si só é algo que deve preocupar as pessoas, mas em termos do efeito prático imediato, provavelmente não muito”, acrescentou.

Entre as cotadas norte-americanas que mais sobressaíram pela positiva, destaque para a Procter & Gamble, que deu seguimento aos ganhos da sessão anterior. As suas ações somaram perto de 2%. No setor da saúde, referência para a Allergan, cujos títulos avançaram 4%.

Nota negativa para a Apple que viu as suas ações recuarem perto de 1%, depois de ter anunciado que pretende produzir 80 milhões de novos modelos de iPhone, o que representa uma quebra de 20% relativamente ao que tinha planeado no ano passado.

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