Bloco de Esquerda defende fim dos vistos gold, por serem fonte de corrupção e outros crimes

  • ECO
  • 14 Junho 2018

Os bloquistas vão apresentar uma proposta de lei na Assembleia, alegando que, dos mais de 5.000 pedidos de autorização de residência, apenas nove foram para criar emprego.

O Bloco de Esquerda (BE) defende o fim dos vistos gold, alegando que favorecem a criminalidade económica e são uma causa da especulação imobiliária e um privilégio injustificado. O deputado José Manuel Pureza, em declarações ao Diário de Notícias, explicou a razão: “Esta figura dos vistos gold apresenta um conjunto de traços profundamente negativos que, tudo ponderado, nos leva a dizer que deve ser eliminado“.

Num projeto de lei que dará entrada esta quinta-feira na Assembleia da República, os bloquistas defendem que estes vistos dourados são “fonte de corrupção, tráfico de influências, peculato, branqueamento de capitais, ilícitos fiscais e criminais e de discriminação entre quem tem dinheiro e quem não tem“. Na mesma proposta, o partido “revoga a autorização de residência para atividade de investimento”.

Em declarações ao DN, José Manuel Pureza, também vice-presidente da Assembleia, explica que em mais de 5.700 pedidos de vistos gold, “apenas nove foram para a criação de emprego“. De acordo com os números relativos aos meses de fevereiro e março, dos 5.717 pedidos, 5.553 foram para investimento imobiliário. “Em maio deste ano foram atribuídos 120 vistos, sendo 114 por via da aquisição de imóveis“, lê-se no projeto de lei.

É investimento imobiliário com a conhecida característica da especulação. Muito poucos são para recuperação ou reabilitação“, diz o deputado. Na lista de motivos apresentados para o seu término, estão ainda enumerados “práticas de corrupção, tráfico de influências, peculato e branqueamento de capitais, e a outros ilícitos fiscais e criminais”.

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