“Existe e existirá vontade de negociar” com os professores, garante ministro da Educação

No Parlamento, o ministro da Educação referiu que "são precisos dois para dançar o tango" e afirmou que existirá o que negociar e vontade de negociar. Fenprof assistiu ao debate nas galerias.

O ministro da Educação rejeitou esta sexta-feira que o Governo esteja a ser inflexível e garantiu que “existiu, existe e existirá o que negociar e vontade de negociar”. Com o líder da Fenprof, Mário Nogueira, a assistir ao debate no Parlamento, Brandão Rodrigues defendeu porém que voltar a pôr o cronómetro a contar para efeitos de progressão nas carreiras dos professores não significa ter em conta o tempo de serviço passado, porque “os relógios contam para a frente e não para trás”.

Este ponto foi contestado pela esquerda do PS, com a deputada Joana Mortágua do Bloco de Esquerda a afirmar que para as carreiras gerais da Função Pública e para os professores dos Açores e da Madeira os relógios contam para trás. Ou seja, nestes casos, o tempo de serviço passado vai ter impacto nas progressões da carreira.

O Governo e os partidos debatem hoje por iniciativa do PCP a situação dos professores, depois de o Executivo ter interrompido as negociações com os sindicatos dos docentes sobre a contagem do tempo de serviço.

A deputada do PCP Ana Mesquita concentrou a sua intervenção na tentativa de desfazer o que considera serem três mitos nesta matéria. As progressões são um direito, não são automáticas e os professores não progridem todos ao mesmo tempo, numa tentativa para contestar as contas do Governo que tem indicado um custo de 600 milhões de euros.

PCP e Bloco de Esquerda quiseram saber se o Governo está disposto para negociar o faseamento do pagamento do tempo de serviço que esteve congelado. Ao todo são cerca de nove anos de tempo de serviço que esteve congelado e que não vai ser recuperado se o Governo mantiver a regra com que quer descongelar das progressões nas carreiras.

O líder parlamentar do PCP, João Oliveira, insistiu na questão colocada antes por Ana Mesquita sobre qual o faseamento proposto aos sindicatos durante as negociações para pagar o tempo de serviço: de nove anos, quatro meses e dois dias.

A proposta do Governo é de contar apenas dois anos, nove meses e 18 dias.

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