Défice cai para 0,9% no primeiro trimestre

O valor do défice registado no arranque deste ano fica, para já, acima da meta do Governo para o conjunto do ano, de 0,7%.

O défice das administrações públicas fixou-se em 0,9% do PIB no primeiro trimestre de 2018, um valor que fica muito abaixo do défice de 10,6% que foi registado no primeiro trimestre do ano passado, um período em que as contas públicas foram penalizadas pela recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD). O valor do défice registado no arranque deste ano fica, para já, acima da meta do Governo para o conjunto do ano, de 0,7%.

Os dados foram divulgados, esta sexta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Neste primeiro trimestre, o valor do défice das administrações públicas foi de 434,3 milhões de euros, o equivalente a 0,9% do PIB no primeiro trimestre.

A justificar a redução do défice, aponta o INE, está a operação de recapitalização da Caixa, ocorrida no primeiro trimestre de 2017, “cujo impacto cessou no ano acabado no quarto trimestre de 2017”.

Sem considerar o impacto desta recapitalização, que custou aos cofres públicos 3,9 mil milhões de euros, Portugal teria fechado o ano de 2017 com um défice de 0,9%. Contabilizando esse custo, o défice foi de 3%.

Já o saldo externo de bens e serviços situou-se em 0,9% do PIB, uma ligeira redução, de 0,1 pontos percentuais, relativamente ao último trimestre de 2017. Isto porque o aumento das exportações, de 1,1%, foi inferior ao das importações, de 1,4%.

Ao final do dia, o primeiro-ministro indicou, citado pela Lusa, que os dados mais recentes do défice orçamental estão “em linha” com as previsões, mas salientou não existirem “folgas mágicas”.

“Está [em linha com as previsões do Governo]. Acima ainda daquilo que é a previsão para o final do ano, mas, normalmente, o primeiro trimestre tem números mais elevados do que o resultado final, mesmo tendo em conta que temos uma situação diferente, como acabámos com o regime dos duodécimos no subsídio de Natal, esses 0,9% correspondem a um alívio de uma despesa do Estado, que vai incidir, com particular peso no último trimestre”, disse.

(notícia atualizada às 19h52, com declarações do primeiro-ministro)

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