Ferrari 250 GTO acelera para recorde. Vai a leilão por 45 milhões de dólares

Apenas foram construídos 36 exemplares deste modelo da mítica Ferrari, razão que justifica que este clássico de 1962 vá a leilão por 45 milhões de dólares. É o clássico mais caro de sempre em leilão.

O fascínio pelos carros clássicos leva alguns investidores a desembolsarem verdadeiras fortunas para ficarem na posse dos melhores exemplares que circulam em pista ou nas estradas. Um novo recorde poderá estar prestes a concretizar-se. Um Ferrari vai ser leiloado por um valor de 45 milhões de dólares (39 milhões de euros), quantia que caso alguém se disponha a desembolsar tornará este raro modelo da mítica marca do cavalo no clássico mais caro de sempre em leilão.

Em causa está um Ferrari 250 GTO de 1962 que será leiloado em agosto pela RM Sotheby’s, no âmbito do evento automóvel “Pebble Beach Concours d’Elegance” que decorre na Califórnia.

Os 45 milhões de dólares a que será proposto a leilão resultam da raridade deste modelo de corrida do qual apenas foram construídos 36 exemplares entre o período de 1953 e 1964. A sua raridade já justificou, aliás, vendas em leilão pelos mais elevados valores de sempre.

Foi o que aconteceu em 2014, quando um exemplar de 1963 deste carro clássico foi arrematado por 38,1 milhões de dólares num leilão da Bonhams. Este mantém-se como o valor recorde de clássicos em leilão. De acordo com a Sotheby’s, uma outra versão de 1963 deste Ferrari atingiu 70 milhões de dólares numa venda privada realizada no início deste ano.

De acordo com a Bloomberg, o exemplar que vai a leilão em agosto é de Greg Whitten, chairman da Numerix Software, um dos primeiros engenheiros que trabalhou na Microsoft, que o adquiriu em 2000. Na listagem de feitos deste carro de corrida está a vitória na edição de 1962 do campeonato italiano de GT, segundo a leiloeira.

Antes de chegar às mãos de Greg Whitten, este Ferrari GTO 250 teve como proprietários Edoardo Lualdi-Gabardi e Gianni Bulgari, que dominaram a Bulgari durante duas décadas.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Ferrari 250 GTO acelera para recorde. Vai a leilão por 45 milhões de dólares

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião