Energia puxa pelo PSI-20. Lisboa acompanha ganhos da Europa

A Galp e EDP valorizaram ambas perto de 2%, num dia em que o Brent negociou acima dos 78 dólares por barril. Lá fora, destaque para a praça londrina, que subiu após as demissões no Governo britânico.

Lisboa arrancou esta semana em alta, ao acumular a quarta sessão consecutiva de valorizações, num dia em que foi o setor energético a puxar pelo PSI-20. A praça portuguesa acompanhou, assim, os ganhos que se fizeram sentir entre as pares europeias, sobretudo na bolsa de Londres, onde os investidores se mostraram animados depois da demissão de Boris Johnson do cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros.

O PSI-20 encerrou a subir 0,77%, para os 5.642,86 pontos, com apenas três cotadas em queda, uma inalterada e as restantes 14 em alta.

A contribuir para este movimento esteve o setor energético, com a Galp a somar 1,63%, para os 17,19 euros por ação. Isto num dia em que os preços do petróleo estiveram em alta nos mercados internacionais. O barril de Brent, que serve de referência para o mercado português, sobe 1,2% e negoceia acima dos 78 dólares, o valor mais alto desde finais de 2014.

A animar a negociação da petrolífera esteve o novo passo dado em Moçambique. A empresa liderada por Carlos Gomes da Silva submeteu ao Governo moçambicano o plano de desenvolvimento para a primeira fase do chamado projeto Rovuma, que irá produzir, liquefazer e vender gás natural proveniente dos campos de Mamba.

Também a EDP impulsionou a bolsa, ao avançar 1,81%, para os 3,49 euros por ação. Esta segunda-feira, a elétrica nacional anunciou que a EDP Distribuição vai investir 799 milhões de euros na rede elétrica até 2021. No final deste plano, a empresa passará a explorar mais 1.500 quilómetros de rede de alta e média tensão.

Ainda na energia, só a EDP Renováveis contrariou o sentimento positivo, ao cair 0,49%, para os 9,05 euros por ação. A evitar ganhos mais expressivos do PSI-20 estiveram também a Semapa e a Sonae, que recuaram 0,2% e 0,1%, respetivamente.

No resto da Europa, a tendência também foi positiva, apesar da turbulência política que se vive no Reino Unido, com a demissão de três ministros do Governo de Theresa May. O Stoxx 600 subiu perto de 0,7%.

O destaque vai, precisamente, para a bolsa britânica, que valorizou 0,9%. As cotadas do FTSE 100 começaram a subir depois da demissão de Boris Johnson, firme apoiante do Brexit, um anúncio que levou a libra a desvalorizar face ao euro e ao dólar. A queda do valor da libra leva a que os produtos britânicos fiquem mais baratos nos mercados internacionais, um movimento benéfico para as exportações e, consequentemente, para as grandes empresas.

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