AIE alerta para limites na capacidade de produção. Petróleo sobe 2%

  • Rita Atalaia
  • 12 Julho 2018

O aumento da oferta da OPEP não vai compensar as interrupções da produção de petróleo em vários países, afirma a AIE. Um alerta que está a animar os preços do "ouro negro". O Brent sobe mais de 2%.

O petróleo está a recuperar das perdas acentuadas de quarta-feira, provocadas pelo anúncio da Líbia de que vai retomar a produção da matéria-prima. O “ouro negro” está a subir mais de 2%, animado pelos alertas da Agência Internacional de Energia (AIE) de que os problemas de produção em vários países não vão ser compensados pelos esforços da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e dos seus parceiros para aumentar a oferta e responder à procura que não para de crescer.

Neste contexto, o Brent, negociado em Londres, está a valorizar 2,18% para 75 dólares, depois de ter caído 7% na sessão anterior. E sobe mais do que o West Texas Intermediate (WTI), numa altura em que os trabalhadores das plataformas petrolíferas na Noruega continuam em greve. Em Nova Iorque, a cotação valoriza 1,02% para 71,1 dólares em Nova Iorque.

Brent regressa aos 75 dólares

“O mercado foi surpreendido na quarta-feira” com o anúncio da Líbia de que vai retomar a produção de petróleo, afirma Robin Bieber, analista técnico da corretora britânica PVM Oil Associates, à CNBC. “Por isso, é normal que se registem recuperações acentuadas“, acrescenta.

Mas o que está a impulsionar as cotações da matéria-prima são os alertas da AIE. A agência afirma que “o grande número de interrupções de produção relembra-nos da pressão que está a ser alvo a oferta global de petróleo”. E estes problemas a nível da oferta, que estão a acontecer sobretudo na Venezuela, Líbia e Canadá, não vão ser compensados pelos esforços da OPEP e dos outros países para aumentar a produção, numa altura em que a oferta não para de crescer, explica a entidade.

De acordo com as estimativas da OPEP, a procura de petróleo mundial em média vai ultrapassar 100 milhões de barris por dia em 2019. Ou seja, mais 1,47% do que a média prevista para este ano (98,85 milhões de barris por dia).

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