Startup? Está aí o Lisbon Challenge e traz cinco novidades

Criado em 2013, o programa já acelerou 220 startups de mais de 50 países. Edição de outubro já tem inscrições abertas.

Nas paredes da Beta-i, perto da cozinha, há um painel com anúncios de procura e oferta.Mariana de Araújo Barbosa/ECO

O Lisbon Challenge, programa de aceleração criado pela Beta-i em Portugal, comemora dez edições e a festa traz novidades. As candidaturas arrancaram na última semana, a 15 de julho, e prolongam-se até 9 de setembro.

Em nove edições, o Lisbon Challenge acelerou 220 startups de mais de 50 países. As equipas que passaram pelo programa somam 65 milhões de investimento.

“Os resultados refletem uma aposta na combinação de dois elementos chave. Em primeiro a capacitação e oportunidades de interação proporcionados pelo programa e, em segundo lugar, o esforço em criar um ecossistema de investimento, que incentiva o coinvestimento entre investidores portugueses, principalmente em rondas pre-seed, e potencia o coinvestimento com investidores internacionais — principalmente em rondas seed”, explica Pedro Rocha Vieira, citado em comunicado.

Entre as novidades desta edição, destacam-se cinco:

  1. Calendário: a 10.ª edição do programa é um regresso às origens e volta a realizar-se nas versões Spring e Fall, depois de duas edições anuais em 2016 e 2017.
  2. Modelo de investimento: 85% das startups que participaram no programa em 2017 receberam propostas de investimento de parceiros do Lisbon Challenge, “valor que confirma o posicionamento internacional”. Assim, a Beta-i decidiu repensar o modelo de investimento: as startups selecionadas são avaliadas em um milhão de euros e recebem, à partida, 15 mil euros de financiamento em troca de 2% do capital da empresa. Mais tarde, passa a existir a opção de investir até mais 55 mil euros por 5% do capital.
  3. Parceiros de investimento: a LC Ventures, fundo da Beta-i, e a Red Angels são os dois parceiros de investimento da iniciativa. A LC Ventures tem 11 milhões de euros sob gestão distribuídos em dois veículos de investimento e um fundo de capital de risco.
  4. Parceiros de aceleração: com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, Turismo de Portugal, Microsoft e Google, na condição de Parceiros de Aceleração, o programa conta com mais de 200 mentores e investidores internacionais, ao mesmo tempo que os participantes têm a oportunidade de assistir a workshops, sessões de prática de apresentação, e eventos de networking.
  5. Processo de aceleração: uma das grandes novidades desta edição é a base do próprio programa, que evolui para uma versão “culture driven”: equipas com valores como diversidade, transparência, confiança e consciência social terão mais protagonismo. “Olhamos para o empreendedor enquanto pessoa, valorizamos muito o peso que a cultura de empresa tem no sucesso de uma startup, integramos aspetos como cultivar a transparência pessoal e tudo o que denote abertura, comunicação e responsabilidade, tudo ingredientes chave num processo de melhoria pessoal. Continuamos a prezar a capacidade de acreditar em si mesmo, mas também a curiosidade e vontade de aprender. Queremos pessoas que percebem que seus negócios podem gerar benefícios paralelos, e que podem causar um impacto positivo adicional na sociedade”, explica a Beta-i em comunicado.

As candidaturas para a edição deste ano, que arranca em outubro e tem a duração de três meses, já estão abertas.

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