Ministério pediu 67 médicos para o Algarve, mas ainda nenhum apareceu

  • ECO
  • 30 Julho 2018

O reforço de horas extraordinárias e prestações de serviço será o que está a garantir a resposta à população.

O Ministério da Saúde tinha previsto reforçar o Algarve com até 67 médicos especialistas, entre 1 de junho e 30 de setembro, mas ainda nenhum clínico ativou o mecanismo da mobilidade especial.

Segundo avança o Público (acesso condicionado), o reforço de horas extraordinárias e prestações de serviço, remunerados com valores acima das tabelas legais, será o que está a garantir a resposta à população.

“Ainda é um pouco cedo para fazer um balanço final [o despacho está em vigor até 30 de setembro], mas não temos tido uma adesão significativa. Existiram várias candidaturas de medicina geral e familiar, mas os períodos e os horários não se enquadravam nas nossas necessidades”, afirmou Paulo Morgado, presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve, citado pelo jornal.

Este programa começou em 2016, e a adesão registada “nunca foi muito grande”, mas o facto de o despacho ter sido publicado perto do final de mês de junho, quando nos anos anteriores foi no início, pode ter contribuído para o interesse reduzido. O ordenado é o mesmo para quem vai, mas pode ter direito as ajudas de custo entre 50 e 200 euros.

Uma especialidade que será especialmente necessária é a de anestesiologia, particularmente no Algarve, com os salários do setor privado muito mais elevados do que os do Serviço Nacional de Saúde, que não consegue competir.

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