CDS acredita que “esquerdas encostadas” vão aprovar orçamento

  • Lusa
  • 31 Julho 2018

A líder do CDS-PP foi hoje ao Palácio de Belém dizer ao Presidente da República que tem a convicção de que o Orçamento do Estado de 2019 vai ser aprovado pelas “esquerdas encostadas”.

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, foi esta segunda-feira ao Palácio de Belém dizer ao Presidente da República que tem a convicção de que o Orçamento do Estado de 2019 vai ser aprovado pelas “esquerdas encostadas”.

No final de uma audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, que começou a receber os partidos sobre o próximo ano político e as perspetivas de aprovação do orçamento, Assunção Cristas admitiu que os “partidos das esquerdas encostadas”, como se refere ao PS, BE, PCP e PEV, que apoiam o Governo, “fazem algum ruído”, mas acabam por entender-se.

Deu como exemplo os orçamentos anteriores e a proposta do CDS que punha fim ao adicional ao Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP), rejeitado pelos partidos da esquerda. “A nossa convicção é que o orçamento passará”, afirmou.

"A nossa convicção é que o orçamento passará.”

Assunção Cristas

Assunção Cristas afirmou que o seu partido tem “uma visão orçamental alternativa”, estando na expectativa de ver se o Governo apresentará ou não propostas para o Interior, afirmando que o CDS o fará.

O CDS foi o quarto e último, depois do PAN, do PEV e do PCP, a ser recebido pelo Presidente da República, que hoje começou a ouvir os partidos políticos com assento parlamentar sobre o Orçamento do Estado para 2019 e os pontos fundamentais do final da legislatura, que termina no próximo ano. Hoje, terça-feira, à tarde serão ouvidos o BE, PS e PSD.

Na semana passada, à saída de uma sessão solene na Reitoria da Universidade de Lisboa, o chefe de Estado referiu que as reuniões com os sete partidos com representação parlamentar servirão para ouvir “o que pensam acerca do Orçamento do Estado” e de “pontos de política fundamentais neste fim de legislatura”.

Sublinhando que os encontros não têm como motivo “nenhuma preocupação especial”, Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que irá ouvir “o que pensam sobre a situação, nomeadamente, económica a nível mundial, o que pensam sobre as decisões da União Europeia a tomar nos próximos meses”, remetendo para o início do ano a audição sobre a data das eleições legislativas.

Não comenta Robles

A líder do CDS e vereadora da Câmara de Lisboa, Assunção Cristas, foi esta segunda-feira a única dirigente partidária recebida pelo Presidente da República a não comentar a demissão do autarca lisboeta do BE Ricardo Robles.

“Seria uma grande deselegância institucional da minha parte para com o senhor Presidente da República”, afirmou Cristas aos jornalistas, à saída da reunião na Presidência da República, quando questionada sobre o caso da casa que levou à demissão de Robles.

Todos os dirigentes partidários que passaram por Belém para as audiências com o Presidente sobre o próximo ano parlamentar e as perspetivas de aprovação do próximo Orçamento, André Silva (PAN), Heloísa Apolónia (PEV) e Jerónimo de Sousa (PCP), começaram por responder que não comentavam, mas acabaram por fazê-lo de forma mais ou menos direta.

Ricardo Robles anunciou esta segunda-feira a sua renúncia como vereador do BE da Câmara de Lisboa, afirmando ser “uma decisão pessoal” com o “objetivo de criar as melhores condições para o prosseguimento da luta do Bloco pelo direito à cidade”.

Em causa está uma notícia avançada na edição de sexta-feira do Jornal Económico, que dá conta que em 2014 o autarca adquiriu um prédio em Alfama por 347 mil euros, que foi reabilitado e posto à venda em 2017 avaliado em 5,7 milhões de euros.

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