Participação de Isabel dos Santos na Efacec na mira de João Lourenço

  • ECO
  • 4 Agosto 2018

Investimento que Isabel dos Santos fez na empresa portuguesa através da Winterfeel terá sido feita com injeção de capital público, acusam as autoridades angolanas.

Depois dos diamantes, do projeto do porto da Barra de Dande e da Barragem de Caculo Cabaça, é a vez da Efacec. O investimento que Isabel dos Santos fez na empresa portuguesa poderá estar na mira do presidente angolano João Lourenço, escreve o semanário Expresso este sábado (conteúdo pago).

De acordo com o jornal, as autoridades angolanas atribuem o investimento feito pela filha do anterior presidente angolano à injeção de capital público, por ordens do pai e através de um veículo fantasma criado na zona franca da Madeira, a Winterfeel, que assegura a Isabel dos Santos a participação na empresa portuguesa.

“Mais uma vez foi o Estado por intermédio da Ende — Empresa Nacional de Distribuição de Eletricidade — quem avançou com o dinheiro para acomodar a filha”, denunciou fonte do Conselho de Ministros do Governo angolano, citada pelo Expresso. A empresa quer ainda impor condições à filha do antigo presidente, de forma a rever os termos da operação que poderão passar pela recuperação do dinheiro ou pela tomada de uma posição na Efacec. “Se não quiser aceitar as nossas condições, não teremos outra alternativa senão levarmos o caso ao tribunal”, garantiu fonte da Ende.

Em junho, a Efacec, controlada pela empresária Isabel dos Santos perdeu um administrador, João Paulo Pinto. Com esta saída, a administração da Efacec ficou reduzida a cinco elementos.

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