Quantas patentes é que as empresas registam por ano em Portugal?

Já pensou em patentear uma ideia sua? Pode ser a melhor forma de a proteger. No meio do boom das startups e das tecnológicas, o ECO foi saber quantas patentes Portugal regista por ano.

Em maio, a Samsung pagou uma multa milionária à Apple por copiar patentes do Iphone. Em abril a Apple tinha pago outros tantos milhões à VirnetX por ter copiado o iMessage. Com o plágio a chegar ao mundo digital e tecnológico, proteger uma ideia nunca foi tão importante. E que o digam as empresas.

O número de pedidos para registar patentes parece estar a acompanhar o ambiente empreendedor crescente em Portugal. Só em 2017, houve 711 pedidos de empresas para registo de patentes via nacional, segundo dados do Pordata. Um número que começa a decrescer ligeiramente depois de um boom em 2015, ano em que se registou um número recorde de 1.055 pedidos de registo de patentes.

Quanto ao número de concessões, registaram-se 89 patentes em 2017, o que tendo em conta os 711 pedidos desse ano significa uma taxa de aceitação de 12,5%, e uma subida relativamente à diferença entre os pedidos e as concessões dos anos anteriores: em 2016 para 812 pedidos houve 87 concessões (10,7% de taxa de sucesso), e em 2015 para os 1.055 pedidos apenas 115 patentes foram registadas (com 10,9%).

Número de concessões de patentes em Portugal desde 2010

Fonte: PordataAna Raquel Damas / ECO

Note-se, contudo, que o processo de concessão é moroso — normalmente leva alguns anos — pelo que o número de patentes concedidas resulta sempre também de pedidos acumulados.

Com base em dados desde 1990 e feitas as contas, em média, são registadas 114 patentes por ano, via nacional.

Quanto a casos registados da via europeia, o número de patentes concedidas por parte do Instituto Europeu de Patentes (IEP) foi o maior de sempre dos últimos dez anos: em 2017 foram atribuídas 68 patentes a Portugal, o que representa um crescimento de 15,3% face a 2016. Já os pedidos de registo de patentes de empresas portuguesas junto do IEP diminuíram, passando de 158 em 2016 para 149 no ano passado.

Nanotecnologia é líder nos pedidos de registo de patentes em Portugal

É o laboratório INL – International Iberian Nanotechnology Laboratory, de Braga, que lidera a lista de empresas e instituições com mais pedidos para registo de patentes junto do IEP. Em 2017 foi o maior requerente de pedidos de patentes em Portugal, a somar oito pedidos registados.

Entre investir em Braga e desenvolver startups, o INL conta com vários projetos em mãos. Recentemente, desenvolveu uma maqueta com tecnologias que vão permitir aos passageiros do aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, poder ver como a nanotecnologia tornará as viagens aéreas “mais cómodas, convenientes e seguras”.

Trata-se de uma exposição interativa com uma maqueta que reproduz a secção central de um avião com um vasto conjunto de tecnologias incorporadas, desenvolvidas pelo INL. O objetivo desta iniciativa, que contou com a parceria do Centro de Nanotecnologia, Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligente (CeNTI), foi mostrar de “forma prática aos passageiros de avião como a nanotecnologia vai mudar a experiência de viagem na aviação comercial, nos próximos anos”, disse o laboratório.

Entre aquelas tecnologias estão a impressão de comida em 3D, painéis solares flexíveis, interação por gestos para controlo do sistema multimédia, controlo das luzes da cabina por infravermelhos, carregamento sem fios de dispositivos móveis, revestimentos antibacterianos e ainda embalagens comestíveis, sustentáveis e biodegradáveis para conservação de comida, que eliminam o desperdício e reforçam a segurança alimentar.

Quanto custa produzir uma bola de Berlim? Os portugueses bebem muita cerveja? Quanto ganha um motorista da Uber? E um presidente de junta? A quem é que Portugal deve mais dinheiro? 31 dias e 31 perguntas. Durante o verão, o ECO preparou a “Sabia que…”, uma rubrica diária para dar 31 respostas.

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  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
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O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

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António Costa

Publisher do ECO

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