Empresas de mediação imobiliária batem máximo histórico. Já são mais de 6.000

Com o boom do mercado imobiliário nacional, cresce o número de empresas de mediação imobiliária no país, aumentando 15% face ao ano passado.

Com este boom do mercado imobiliário nacional, são várias as pessoas e entidades que saem a ganhar. Exemplo disso são as empresas de mediação imobiliária que, em junho, bateram um máximo histórico, ultrapassando as 6.000, revela a Keller Williams (KW), consultora especializada na área. A testemunhar este bom momento do setor esteve ainda o volume de novos créditos à habitação, que ascendeu a 783 milhões de euros em abril, representando o melhor início do ano desde agosto de 2010.

Em junho, o mercado imobiliário contava com 6.025 empresas de mediação em atividade, o equivalente a um crescimento de 15,1% face ao mesmo mês do ano passado. Um número que, desde junho de 2015, tem vindo a subir de forma exponencial. De acordo com os dados da KW, junho representa o sexto mês consecutivo com mais de 140 novas empresas a serem criadas. “É a melhor série de sempre no mercado imobiliário nacional”, refere a empresa em comunicado.

Evolução do número de empresas de mediação imobiliária em atividade em Portugal

Fonte: Keller WilliamsKeller Williams

O volume dos novos créditos à habitação concedidos pelas instituições financeiras ascendeu a 783 milhões de euros em abril deste ano, representando o “melhor início do ano (quadrimestre) desde agosto de 2010” e reforçando a “tendência de recuperação financeira iniciada em fevereiro de 2013”. Em abril de 2015, o volume dos novos créditos ascendia a 277 milhões de euros, crescendo 183% até junho deste ano.

No primeiro semestre do ano, os valores das transações residenciais estiveram próximos de máximos históricos (desde 2009) na região Centro, Algarve e Autónoma da Madeira. Relativamente ao primeiro trimestre, foram observados quase máximos históricos na área metropolitana do Porto, Algarve e na Região Autónoma da Madeira.

No primeiro trimestre, o valor médio das transações realizadas situou-se acima dos 133 mil euros em termos nacionais, uma evolução de 8,6% face ao mesmo trimestre do ano passado. Lisboa destacou-se como a região com um valor médio residencial mais elevado — acima dos 179 mil euros –, seguida do Algarve com um valor médio superior a 162 mil euros.

Verão traz abrandamento da procura e da venda de casas

Apesar do momento positivo que está a ser atravessado pelo mercado imobiliário nacional, parece que há um arrefecimento da procura e venda de casas no país. De acordo com o Portuguese Housing Market Survey (PHMS), o mercado residencial presenciou um abrandamento no mês de junho, com o crescimento das vendas e da procura de casas a desacelerar.

O inquérito, realizado RICS e pela Confidencial Imobiliário (Ci) nota ainda que “a falta de oferta é uma das razões para esta desaceleração da atividade, ao limitar as escolhas dos potenciais compradores, mas também que tal desempenho acompanha a moderação das expectativas relativas à atividade que se tem sentido nos últimos meses”, lê-se no comunicado. “Esta não é a primeira vez que a atividade no mercado imobiliário regista um declínio no período de verão, designadamente no que respeita à procura por compradores potenciais. Foi assim este ano e nos anteriores, mesmo no Algarve, apesar desta ser a época alta do turismo”, explica Ricardo Guimarães, diretor da Ci.

O inquérito revela ainda que “a procura de casas no país continuou a crescer, mas ao ritmo mais baixo desde dezembro do ano passado“. As vendas mostram “alguma assimetria regional, com o Porto novamente a registar um crescimento firme nas transações, enquanto em Lisboa as vendas reportadas cresceram apenas marginalmente e no Algarve houve mesmo um ligeiro recuo em termos mensais”. Por sua vez, a oferta “continuou a recuar em junho, sendo este o 15º mês consecutivo em que a entrada de novas casas para venda no mercado nacional apresenta um decréscimo”.

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