Imobiliário comercial em Lisboa já rende mais do que na média europeia

  • ECO
  • 4 Setembro 2018

No primeiro semestre deste ano, o investimento em imobiliário comercial totalizou 1,4 mil milhões de euros, com o segmento de retalho a somar o maior volume de investimento.

O investimento em imobiliário comercial em Portugal deverá ultrapassar os dois mil milhões de euros este ano, se se mantiver o ritmo registado até agora. A previsão é da consultora Worx, que aponta que a rentabilidade do mercado de escritórios em Lisboa já está acima da média europeia.

No primeiro semestre deste ano, o investimento em imobiliário comercial totalizou 1,4 mil milhões de euros, com o segmento de retalho a somar o maior volume de investimento, num total de cerca de 800 milhões de euros. A consultora antecipa, assim, que o investimento neste tipo de imobiliário venha a “ultrapassar largamente a fasquia dos dois mil milhões de euros“.

Portugal tem acompanhado o investimento em imobiliário comercial na Europa, que registou um crescimento de 2% no primeiro semestre, totalizando os 115,4 mil milhões de euros. “Esta confiança refletiu-se, sobretudo, no setor de escritórios, que aumentou 9%, atingindo uma quota de mercado de 44% no volume total de investimento, fruto do fecho de operações de grande dimensão”, aponta a Worx.

Portugal não só acompanha o crescimento, como já supera a rentabilidade oferecida aos investidores. “A prime yield do mercado de escritórios de Lisboa situa-se nos 4,5%, acima da média europeia, que se encontra nos 3,9%“, refere o estudo.

Por cá, os segmentos de retalho e escritórios responderam por 91% do total do volume de investimento. Entre as operações que se concretizaram no primeiro semestre, a Worx destaca a venda do portefólio da Blackstone (composto pelo Sintra Retail Park, Fórum Sintra e Fórum Montijo), por 411 milhões de euros, a venda do Dolce Vita Tejo, por 230 milhões, a venda do Lagoas Park, da Teixeira Duarte, ao fundo europeu Kildare, por 375 milhões, a venda do Hotel Intercontinental Porto ao grupo asiático GCP Hospitality, por 55 milhões.

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