Social-democratas criticam Rio por aconselhar críticos a sair do PSD

  • ECO
  • 8 Setembro 2018

Rui Rio aconselhou os críticos internos a deixarem o PSD, seguindo o caminho de Santana Lopes. As declarações não caíram bem junto dos militantes- "É um mau conselho", diz José Eduardo Martins.

Sem papas na língua, Rui Rio aconselhou os críticos internos a seguirem o caminho de Santana Lopes e abandonarem o PSD. “Todos aqueles que discordam do ponto de vista estrutural [deviam] coerentemente sair”, defendeu o político, em declarações à TSF. Estas palavras que não caíram bem junto de alguns dos nomes mais conhecidos do partido.

Na antena da TSF, o líder social-democrata salientou que uma coisa “é discordar criticamente e de forma genuína”, outra é “discordar de forma tática”. A este propósito, Rio referiu que Santana Lopes tem “legitimidade para criticar”, agora que saiu do partido de forma “frontal”, e sugeriu aos militantes que se mantém críticos internos que sigam os passos desse ex-primeiro-ministro.

Esta não é a primeira vez que o líder do PSD se dirige aos seus críticos — já o tinha feito no seu discurso na festa da reentré — mas desta vez foi mais longe.

Rio defendeu ainda que é preciso recentrar o PSD, já que nos últimos 20 anos o partido inclinou mais para a direita: primeiro com Durão Barroso e depois com Pedro Passos Coelho.

Social-democratas reagem a “conselho” de Rio

As palavras de Rui Rio não caíram bem junto de alguns dos nomes mais conhecidos do partido. O deputado Carlos Abreu, o autarca Carlos Carreiras, o deputado Miguel Morgado e o ex-secretário de Estado José Eduardo Martins criticaram o líder social-democrata pelo “conselho” deixado a quem discorda das suas posições.

No Facebook, Carlos Abreu salientou que o PSD “tem de continuar a ser um partido aberto e agregador, que se orgulha de incluir no seu denominador comum visões distintas”.

Carlos Carreiras — atual autarca de Cascais — lembrou que o PSD é “um partido democrático” e questionou se Rui Rio aconselhará o secretário-geral, José Silvano, a “ir para outro partido” se as suas discordâncias forem consideradas estruturais.

“É um mau conselho”, acrescentou José Eduardo Martins. “O PSD não tem donos, nem pode ser um partido de expulsões, cisões e saídas”, concluiu, por sua vez, o deputado Miguel Morgado.

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