Lisboa reserva mais 8 Km de faixas de transportes públicos

  • ECO
  • 17 Setembro 2018

A Câmara de Lisboa aposta nos corredores exclusivos para os transportes públicos e, para além dos atuais 100 quilómetros de faixas Bus, vão surgir mais oito até 2019, num investimento de cem milhões.

A Câmara Municipal de Lisboa vai apostar mais nos transportes públicos ao aumentar as faixas exclusivas para estes. Até junho do próximo ano, aos atuais 100 quilómetros de corredores Bus, exclusivos para autocarros, elétricos e táxis, vão juntar-se mais oito, assinala esta segunda-feira o Diário de Notícias [acesso condicionado].

Nas avenidas Álvares Cabral, Engenheiro Duarte Pacheco, Berna, Miguel Bombarda e António José Almeida vai haver novos corredores para este efeito, assinala este jornal. Também serão reforçados os que existem atualmente na Avenida da Liberdade. Esta informação foi avançada pelo gabinete de Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade e Segurança.

Na Câmara de Lisboa espera-se aumentar a velocidade média dos autocarros da Carris para conquistar mais passageiros para o serviço. No âmbito desta estratégia, Câmara investe mais de cem milhões de euros na aquisição de autocarros e elétricos.

Além do novo corredor Bus até Marvila, que já está inaugurado, também deverá ser instalado na Estrada de Benfica aquilo que é conhecimento como um corredor de alto desempenho, no qual os autocarros têm prioridades adicionais e onde existem menos cruzamentos, fazendo com que o autocarro se possa mover mais rapidamente.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Lisboa reserva mais 8 Km de faixas de transportes públicos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião