Ferrari vai lançar 15 novos modelos. E vem aí o primeiro SUV

O mais recente CEO da fabricante italiana pretende manter a meta de lucros fixada pelo seu antecessor. Entre os novos modelos que serão apresentados até 2022 está o primeiro SUV.

A Ferrari vai lançar no mercado 15 novos modelos, incluindo veículos híbridos, o primeiro SUV e ainda outras edições especiais, entre 2019 e 2022. O anúncio foi feito esta terça-feira pela marca, durante um encontro com investidores na sede em Maranello, e faz parte do plano estratégico do novo CEO, cujo objetivo passa por manter as metas de lucro definidas pelo antecessor, avança a Reuters (conteúdo em inglês).

“A Ferrari lançará 15 novos modelos entre 2019 e 2022 em diversos segmentos”, disse Enrico Galliera, diretor comercial da empresa, citado pela agência noticiosa italiana ANSA. Desses modelos, 60% serão híbridos, também devido ao aperto das regras de controlo de emissões. “Vocês irão ver o primeiro modelo híbrido em breve. O híbrido é mais caro, mas dá-nos a oportunidade de aumentar o preço“, adiantou Louis Camilleri, CEO.

O responsável falou ainda sobre o primeiro utilitário desportivo da marca, embora tenha evitado usar o termo “SUV”. “Para mim, é impossível aproximar o termo SUV à Ferrari. Não quero ofender ninguém, mas a palavra SUV não é boa. Vamos chamá-lo de “Purosangue”. Será, sem dúvida, um Ferrari com uma performance nunca antes vista“. Descrito por Camilleri como “único”, “elegante, poderoso, versátil, confortável, espaçoso e com uma conectividade e entretenimento de última geração”, deverá ser lançado em 2022, no final do plano industrial.

Estes novos modelos fazem parte dos objetivos de Camilleri para manter a meta de lucros definida pelo antecessor: entre 1,8 e dois mil milhões de euros nos próximo quatro anos. “Este é um plano ambicioso, mas exequível”, disse Camilleri, CEO da Ferrari, citado pela Reuters. Isto porque a marca pretende aumentar de forma expressiva a sua oferta.

Depois da morte repentina de Sergio Marchionne, em julho, — que os investidores esperavam que se mantivesse ao volante da Ferrari até 2021 –, Camilleri substituiu-o como CEO, tendo em mãos atualmente um negócio com margens de lucro de 30% e uma invejável lista de espera de clientes, escreve a Reuters.

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