Mais 7,6 mil desempregados registados nos centros de emprego em agosto

O IEFP viu aumentar o número de desempregados inscritos nos centros de emprego na ordem dos 2,4% em agosto. Existem cerca de 338.147 mil desempregados registados no país.

O número de desempregados inscritos nos serviços de emprego está agora em cerca de 338.147, menos 19,1% do que em agosto de 2017. Contudo, face ao passado mês de julho, agosto registou um aumento de 2,3% de desempregados registados, de acordo com os dados da Análise Mensal do Mercado de Emprego, divulgada pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Segundo o IEFP, este comportamento está em linha com o “padrão tipicamente observado nesta altura do ano”. Em 18 dos últimos 30 anos, o desemprego registado aumentou sempre entre julho e agosto.

Para a diminuição do desemprego, face ao mês homólogo de 2017, “contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para os homens, os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos, os inscritos há um ano ou mais, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o 1.º ciclo básico”, pode ler-se na análise.

A nível regional, todas as regiões do país viram o desemprego diminuir, destacando-se as descidas percentuais mais acentuadas nas regiões do norte (-21,2%) e Alentejo (-19,9%).

Já o aumento face ao mês anterior fez-se sentir nas cinco regiões do continente e, particularmente, nas mulheres, na procura de novo emprego, em inscrições com menos de um ano e em habilitações de nível superior.

Em agosto, inscreveram-se nos serviços de emprego 40.869 desempregados, número inferior ao do mesmo mês de 2017 (-1727;-4,1%). Comparando como mês anterior, o volume de inscrições foi superior (+973;+2,4%).

Os aumentos em cadeia foram registados nas pessoas que estão à procura do 1.º emprego (52%), nos jovens (6,6%) e nos diplomados (9,7%). Por outro lado, as maiores diminuições diminuições homólogas (e não em cadeia) ocorreram também nos jovens (-27,8%) e nas pessoas à procura do 1.º emprego (-25,9%).

O desemprego de longa duração recuou, quer na comparação homóloga, quer na comparação em cadeia, e fixou-se perto das 160 mil pessoas, o valor mais baixo desde junho de 2009.

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