Preço das casas usadas sobe o dobro das novas

  • ECO
  • 24 Setembro 2018

Houve um aumento de 12,6% nos preços dos imóveis, este ano. No caso dos imóveis novos, o aumento foi de 6,3%.

Os preços das casas continuam a subir, apesar de o ritmo ter abrandado. Ainda assim, o índice de preços da habitação do INE aumentou pelo 19.º trimestre consecutivo, atingindo máximos. Esta é uma evolução para a qual está a contribuir essencialmente a subida dos valores de venda dos imóveis usados.

O índice de preços das casas já existentes atingiu os 132,90 pontos, no segundo trimestre deste ano. Houve um aumento de 12,6% face ao mesmo período do ano anterior, revelam os dados do INE. No caso dos imóveis novos, o aumento foi de 6,3%, no mesmo período. Ou seja, os preços das casas usadas aumentaram o dobro dos imóveis novos, diz o Jornal de Negócios (acesso pago).

O mesmo resultado observa-se quando é comparada a evolução dos preços das casas face aos mínimos atingidos no arranque de 2013. Neste caso, conta o jornal, os valores de venda dos imóveis usados subiram 46,5%, enquanto nas casas novas o aumento foi de 24,1%, um resultado que Luís Lima explica com a falta de oferta nova nas zonas de maior procura.

“É nos centros das cidades que se concentra o grosso da procura. As pessoas preferem viver no centro das cidades, e preferem viver numa casa usada, mas perto de todas as infraestruturas, do que viver mais longe numa casa nova. É uma evolução que se prende com os desejos da procura existente”, afirmou recentemente o presidente da APEMIP.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Preço das casas usadas sobe o dobro das novas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião