Preços das casas sobem 11,2% no segundo trimestre, mas já dão sinais de abrandamento

No segundo trimestre do ano, os preços das casas voltaram a aumentar em Portugal, mas o ritmo de crescimento abrandou após cinco trimestres de subidas.

No segundo trimestre do ano, os preços das casas voltaram a aumentar em Portugal, mas o ritmo de crescimento abrandou após cinco trimestres a acelerar. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), entre o início de abril e o fim de junho, os preços das casas cresceram, em média, 11,2%. O preço médio das casas atingiu assim um novo máximo desde o início de 2009, mas o ritmo de crescimento caiu pela primeira vez em ano e meio.

“O Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou, em termos homólogos, 11,2% no segundo trimestre de 2018, menos 1 ponto percentual que no trimestre anterior, interrompendo um período de cinco trimestres consecutivos de aceleração dos preços”, diz o INE nesta sexta-feira.

De acordo com aquele gabinete público de estatísticas, o aumento observado nos preços neste período foi mais intenso no caso das habitações existentes (12,6%, o dobro do apresentado para as habitações novas).

Evolução do Índice de Preços da Habitação

Fonte: INE

face ao trimestre anterior, foi registado um aumento dos preços na ordem dos 2,3%, também menos intenso face à subida de 3,7% verificado no primeiro trimestre do ano.

Apesar da desaceleração do ritmo de crescimento, os preços das casas atingiram um novo máximo de mais de nove anos. O índice de preços IPHah está nos 132,9 pontos, nível que é o mais elevado desde janeiro de 2009, período em que começa o histórico do INE.

Número de vendas cresce para novo máximo

Se o ritmo de crescimento dos preços das casas travou, o mesmo não aconteceu com as vendas. No segundo trimestre do ano, foram vendidas 45.619 habitações, em Portugal, número que é o mais elevado também desde o início de 2009. Face ao mesmo trimestre do ao passado, o ritmo de crescimento foi de 24% com mais 8.733 casas vendidas. O valor das vendas foi aproximadamente de 6,2 mil milhões de euros, mais 34,9% do que no segundo trimestre de 2017, e um recorde trimestral.

As casas usadas continuam a dominar o grosso das transações. Do total de imóveis vendidos no segundo trimestre deste ano, 38.880 eram usados (85,2%), enquanto 6.739 eram novos (14,8%). Contudo, o número de casas novas vendidas corresponde ao “mais elevado dos últimos quatro anos e meio”, diz o INE.

Em termos regionais, a Área Metropolitana de Lisboa continua a comandar o que respeita ao número de vendas que cresceu em todas as regiões do país. Entre o início de abril e o final de junho, foram vendidas 16.331 casas nessa região. Ou seja, 36% do total. Face ao mesmo período do ano passado, o número de transações na Área Metropolitana de Lisboa cresceu 24,6%.

O registo de vendas do segundo trimestre permite elevar, para 86.335, o número de casas vendidas na primeira metade do ano, atingindo-se assim um novo máximo do histórico. Em termos de valor global, as transações realizadas nesse período equivaleram a 11.610 milhões de euros.

(Notícia atualizada às 11h45 com mais informação)

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