Juros da casa voltam a subir. Tocam máximos de quase dois anos

A taxa de juro implícita no crédito à habitação fixou-se, em agosto, nos 1,039%. Trata-se do valor mais elevado desde setembro de 2016. Subida também atingiu os novos contratos de crédito.

Os juros implícitos nos créditos à habitação fixaram-se nos 1,039%, em média, em agosto. Trata-se do valor mais elevado em quase dois anos, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira. Nos contratos mais recentes, também se registou uma subida do juro exigido pela banca nos créditos da casa.

“A taxa de juro implícita no crédito à habitação subiu de 1,038% em julho para 1,039% em agosto. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro foi 1,498% no mês em análise (1,471% em julho)”, refere o INE.

Taxas implícitas em máximos de setembro de 2016

Fonte: INE

Para a totalidade dos empréstimos da casa, trata-se do terceiro mês consecutivo de aumentos, sendo que seria necessário recuar até setembro de 2016 para assistir a uma taxa de juro mais elevada. No caso dos novos contratos, a taxa fixada em agosto é a mais elevada dos últimos três meses.

Apesar do aumento do juro médio, a prestação manteve-se inalterada para o histórico dos contratos, nos 242 euros, face ao mês anterior, com a maioria do valor pago mensalmente a servir para amortizar os montantes em dívida face aos bancos.

Já o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos aumentou 68 euros face ao mês anterior, fixando-se em 52.084 euros, em agosto. Essa tendência é explicada pelos valores mais elevados associados aos novos financiamentos: nos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida subiu 616 euros para 98.374 euros. Trata-se de um máximo de pelo menos o início de 2009, período a que remonta o início do histórico do INE.

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