Portugal terá a maior subida dos preços das casas na Europa. S&P vê aumento de 9,5%

Resultado de uma forte procura, quer doméstica quer internacional, e de escassez da oferta, os preços das casas em Portugal deverão aumentar 9,5% este ano.

Os preços das casas em Portugal deverão aumentar 9,5% este ano, prevê a S&P. A confirmar-se esta estimativa, Portugal será, a par da Irlanda, o país europeu com o aumento mais acentuado dos preços do imobiliário, entre os dez que são analisados pela agência de notação financeira norte-americana.

As previsões constam do relatório “Europe’s Housing Market“, publicado esta segunda-feira pela S&P. No documento, a agência analisa a evolução dos preços do imobiliário na Bélgica, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Países Baixos, Portugal, Espanha, Suíça e Reino Unido. Só neste último, prevê a S&P, é que os preços deverão ficar inalterados este ano, com aumentos em todos os outros casos.

Até 2021, Portugal estará sempre entre os países onde se registam os maiores aumentos. Resultado de uma forte procura, quer doméstica quer internacional, e de escassez da oferta, os preços deverão aumentar 9,5% este ano, desacelerando depois para 7% em 2019, 6% em 2020 e 5% em 2021. Isto depois de, no ano passado, já terem aumentado 10,5%, e outros 7,7% em 2016.

A S&P considera, ainda assim, que o mercado português “permanece acessível”, com “um rácio de preços-rendimentos ainda 7% abaixo da média de longo prazo”.

Seja como for, aponta a S&P, “a oferta limitada, juntamente com a forte procura doméstica e externa, está a alimentar a inflação dos preços das casas”. A suportar esta procura está “o crescimento robusto da economia, a criação de emprego e as baixas taxas de juro”, bem com a queda do desemprego e os “incentivos especiais”, como a atribuição de vistos gold e o programa para residentes não habituais.

Neste contexto, a agência antecipa que o crescimento económico de Portugal se mantenha “sólido” este ano, apesar de uma desaceleração em relação a 2017, apontando para um aumento de 2,3% do PIB. Assim, o mercado imobiliário português deverá “manter-se dinâmico ao longo dos próximos anos, suportado pela criação de emprego e pelo aumento de rendimentos, bem como pela procura externa”.

A discrepância entre a oferta e a procura também deverá prolongar-se pelos próximos anos. Isto porque o número de casas em construção está a aumentar, mas partindo de uma base pequena, pelo que não deverá acompanhar o ritmo de crescimento da procura.

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