EDP corta estimativas de lucros. Ações afundam mais de 3%

A EDP cortou as estimativas de lucros para este ano. Os CMEC vão baixar até 37,5% os resultados líquidos da empresa, o que está a pressionar os títulos na bolsa de Lisboa.

A EDP está a deslizar em bolsa. As ações da elétrica recuam mais de 3%, isto depois de a empresa liderada por António Mexia ter avançado com um corte expressivo nas suas estimativas de resultados líquidos para este ano. Um profit warning explicado com os encargos associados as alegadas sobrecompensações com os CMEC.

Os títulos encerraram a última sessão a cotar nos 3,287 euros. Estão a perder 3,2% para os 3,19 euros, depois do anúncio feito após o fecho do mercado, sendo que a queda só não é mais expressiva porque a empresa está a ser alvo de uma OPA da China Three Gorges que apresenta uma contrapartida de 3,26 euros.

A EDP baixou de 800 milhões para 500 a 600 milhões de euros a estimativa de resultados para este ano por causa dos CMEC, mas deixou a garantia aos acionistas — que vão recorrer aos tribunais internacionais para contestar a decisão do Governo — que o impacto nos lucros “não terá qualquer impacto na política de dividendos da EDP”. Uma garantia que também dá algum suporte à cotação.

EDP em queda na bolsa. Recua mais de 3%

A EDP Renováveis, por seu lado, segue inalterada nos 8,80 euros, apesar de o Jornal Económico revelar que o Governo está a negociar com o Bloco de Esquerda e PCP a a extensão da contribuição extraordinária sobre o setor energético, extinguindo assim a isenção à produção em regime especial, prevista desde 2014.

Do lado das quedas, nota também para o BCP, que recua quase 1% para os 26,17 cêntimos, enquanto a Jerónimo Martins e a Sonae recuam 0,12% e 0,5%, respetivamente. Desempenhos que levam o PSI-20 a perder 0,6% para 5.391,83 pontos, isto numa sessão que está ser negativa também nas restantes praças europeias.

O Stoxx 600 cai 0,2%, assim como a generalidade dos mercados do Velho Continente onde se destaca a praça italiana. O MIB cede 1,2%, para mínimo de uma semana, depois de a coligação no poder ter acordado em encerrar os exercícios de 2019, 2020 e 2021 com um défice orçamental de 2,4% do PIB.

(Notícia atualizada às 8h10 com mais informação)

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