Novas notas de 100 e 200 euros chegam às carteiras em maio. São mais pequenas

Para a segunda série do euro, a série "Europa", serão produzidas 2.300 milhões de notas de 100 euros e 750 milhões de notas de 200 euros.

Começou com a introdução, em 2013, da nova nota de cinco euros e, a partir daí, a segunda série do Euro — intitulada série “Europa” — tem vindo a estabelecer-se gradualmente. Seguiu-se a nota de dez euros, a de 20 e a de 50. Agora, para a série estar completa, só falta introduzir as novas notas de 100 e de 200, que foram esta segunda-feira apresentadas no Complexo do Carregado, do Banco de Portugal.

As novas notas de 100 e 200 vão ser lançadas, em simultâneo, no dia 28 de maio de 2019 e encerram, assim, esta série, uma vez que a nota de 500 não será lançada.

O objetivo é baixar os números da contrafação, ainda que “o euro seja uma divisa que está pouco exposta à contrafação, comparativamente a outras divisas do mundo inteiro”, disse Pedro Marques, diretor do Departamento de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal (BdP), durante a conferência de imprensa de apresentação destas novas novas.

Em Portugal, durante o primeiro semestre de 2018, foram detetadas cerca de 11 mil contrafações, de acordo com um questionário, “o número de pessoas no país que já tiveram contacto com notas contrafeitas é baixíssimo”, afirma Pedro Marques. A nota de 20 euros é que regista o maior número de contrafações, sendo uma das mais usadas pelos portugueses, a par da nota de dez euros.

Já as notas de 100 e 200 são aquelas que têm uma utilização mais reduzida em Portugal, pelo menos como meio de pagamento.

Mais elementos de segurança e menos cinco milímetros

Esta segunda série de notas pretende reforçar os elementos de segurança, de modo a diminuir cada vez mais a contrafação. As novas notas são “extremamente seguras, incorporam elementos de segurança muito desenvolvidos”, refere o administrador do Banco de Portugal, Hélder Rosalino. “A segurança tem sido, precisamente, a principal preocupação do Banco Central Europeu (BCE) e onde tem sido feito um grande investimento”.

As notas são são “resistentes à contrafação e fáceis de manusear e verificar”. Para isso, apresentam duas inovações: o holograma-satélite, que se encontra na parte superior da banda prateada e expõe vários símbolo do euro (€) que se movem em torno dos algarismos representativos do valor da nota, e o número esmeralda, que foi melhorado e mostra, igualmente, símbolos do euro dentro dos algarismos.

Falsificar euros é cada vez mais mais complexo devido aos vários elementos de segurança das notas. Uma nota de 20 euros, por exemplo, “tem uns 20 elementos de segurança”, explica Pedro Marques. “Há divisas que são mais fáceis de falsificar, por isso há muitos contrafatores que não dedicam tanto tempo a falsificar euros”, acrescenta. Ainda assim, “não há nenhum elemento de segurança que não possa ser contrafeito”.

As notas de 100 e 200 euros mantêm o desenho artístico e as cores dominantes, como, aliás, todas as notas desta segunda série “Europa”.

"As novas notas de 100 e 200 têm menos cinco milímetros, ficando exatamente com a mesma altura que as notas de 50 euros”

Pedro Sousa Marques

Diretor do Banco de Portugal

Uma das curiosidades está relacionada com a dimensão. “As novas notas de 100 e 200 têm menos cinco milímetros, ficando exatamente com a mesma altura que as notas de 50 euros”, conta o diretor do BdP. A alteração é justificada pelo facto de estas notas serem utilizadas com alguma frequência como meio de pagamentos em um ou dois países da Europa, não em Portugal. “Como nestes países estas notam andam muito nas carteiras das pessoas e são retiradas em ATM, dobravam-se e estragavam-se muitas vezes. Queremos assim reduzir esse desperdício”, continua.

“Com o passar do tempo passarão a circular só notas da segunda série”

Trata-se de um processo de substituição que é gradual, ou seja, não é necessário que vão imediatamente trocar as notas da primeira série por estas da nova série. As duas séries vão circular em simultâneo e, “com o passar do tempo, passarão a circular só notas da segunda série”, explica Hélder Rosalino.

Além disso, as notas da primeira série nunca vão perder o seu valor, “continuam a ser utilizadas para pagamentos e reservas de valor”. Mesmo que fiquem guardadas por muitos anos, podem sempre ser trocadas pelo BdP. E apenas pelo Banco de Portugal, pois “ninguém tem mandato para trocar notas em nome do Banco de Portugal”, ressalta o administrador da instituição.

Para já, quanto à nova série de euros, serão produzidas 2.300 milhões de notas de 100 euros e 750 milhões de notas de 200 euros, num momento em que o valor global das notas de euro em circulação não para de crescer, ascendendo já a 1,2 biliões de euros. Desse mesmo valor, estima-se que um quarto se encontre fora da área do euro.

Veja o vídeo que acaba de ser publicado pelo Banco de Portugal sobre a apresentação das novas notas de 100 e 200 euros.

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