BCP recupera do tombo de 15% em sete sessões. Banco dá gás à bolsa

Bolsa portuguesa inicia sessão com forte apetite comprador. Apenas uma ação arrancou o dia em terreno negativo. BCP recupera das quedas e soma quase 1%.

A bolsa nacional recupera das quedas acentuadas dos últimos dias, num arranque de sessão marcado pelo forte apetite comprador dos investidores. Apenas uma cotada iniciou o dia abaixo da linha de água. Destaque para o BCP que está a corrigir em alta após a razia de 15% sofrida na última semana por causa da crise em Itália.

O PSI-20, o principal índice português, avança 0,69% para 5.158,26 pontos, com quase todas as ações a somarem ganhos. Os pesos pesados Galp, Jerónimo Martins e BCP dão um forte impulso para este cenário mais positivo em Lisboa: a petrolífera ganha quase 2% para 16,645 euros, enquanto a retalhista e o banco apresentam-se em alta de 1,37% e 0,72%, respetivamente.

No caso da instituição financeira liderada por Miguel Maya, os primeiros minutos de negociação apontam no sentido de recuperação parcial face às perdas registadas nas sessões anteriores. A banca europeia tem estado sob pressão por causa da guerra pública entre Roma e Bruxelas a propósito das intenções orçamentais do Governo italiano. O BCP não tem escapado ao maior nervosismo dos investidores e sofreu uma queda de 15% em sete sessões.

Apenas as ações da Corticeira Amorim destoavam do tom positivo em Lisboa, cedendo ligeiros 0,18% para 10,88 euros.

Já a Sonae, no segundo dia da oferta pública de venda do seu negócio de retalho (Sonae MC), volta a valorizar, com os títulos a somarem 0,7% para 0,8585 euros.

Lá por fora, com Itália a manter-se no centro das atenções dos investidores, a sessão europeia é hoje mais positiva, marcando algum alívio face aos últimos dias. O FTSE-Mib de Milão segue em alta de 0,61% e é a praça que mais recupera — foi também das que mais desvalorizou nas últimas sessões. Em Madrid e Paris, as bolsas somam 0,38% e 0,04%.

“A situação político-orçamental em Itália continua a ser uma fonte de apreensões para os investidores europeus”, dizem os analistas do BPI CaixaBank. “Após os renovados ataques à Comissão Europeia pelos dois líderes dos dois partidos governamentais, hoje as atenções estarão centradas no debate parlamentar sobre o Orçamento de Estado”, frisaram ainda.

(Notícia atualizada às 8h20)

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