Itália faz estremecer bolsas europeias. PSI-20 afunda para mínimos de um ano

O PSI-20 fechou a perder mais de 2%, acompanhando a tendência negativa das restantes praças europeias, que encerraram contagiadas pelas tensões oriundas de Itália.

Os mercados estremeceram. A bolsa nacional encerrou em queda, acompanhando a maré vermelha vivida nas restantes praças europeias, num dia marcado pela forte turbulência oriunda de Itália.

O PSI-20 fechou a perder 2,19% para 5.035,86 pontos, a maior queda desde 29 de maio. O principal índice bolsista afundou, assim, para mínimos de setembro do ano passado, com apenas uma cotada em alta.

Este cenário de perdas verificou-se igualmente nos restantes índices europeus, com o Stoxx 600 a recuar 1,54%, o espanhol Ibex-35 a desvalorizar 1,02% e o italiano FTSE a perder 1,51% para 19.759,45 pontos.

A pressionar a Europa esteve o mercado italiano, num dia marcado pela forte subida dos juros do país, que subiram para máximos de quatro anos. Isto acontece depois de um analista da Moody’s ter afirmado que os planos do Governo para o orçamento do Estado são um “erro”, direcionando a atenção dos investidores para a sensível questão do rating da dívida do país.

Para tentar travar a desconfiança dos mercados, o ministro da Economia disse esta manhã que Roma vai adotar uma atitude de colaboração com Bruxelas no que toca às ambições orçamentais do Governo para os próximos anos.

Só o BCP escapou

No lado das cotadas nacionais, apenas o BCP se manteve acima da linha de água, com os títulos a subirem 0,04% para 0,2266 euros, depois de a Standard & Poor’s (S&P) ter aumentado o rating do banco para BB, embora ainda continue em nível de “lixo”. A puxar esteve também a perspetiva de OPA, admitida pelo próprio presidente executivo do banco, Miguel Maya.

Entre as maiores quedas desta sessão, destaque para as papeleiras: a Altri recuou 10,83% para 7,82 euros, liderando as perdas, enquanto a Navigator recuou 7,14% para 3,9 euros e a Semapa desvalorizou 4,63% para 10,06 euros. Este cenário acontece depois de o Goldman Sachs e o BMO Capital terem revisto em baixa as avaliações ao setor do papel nos Estados Unidos.

Também o setor energético encerrou no vermelho. A EDP deslizou 0,32% para 3,14 euros, assim como a EDP Renováveis que perdeu 2,41% para 8,3 euros. Por sua vez, a Galp Energia caiu 0,03% para 16,505 euros, no dia em que o barril de Brent está a cair quase 2% para 83,44 dólares.

(Notícia atualizada às 17h02 com mais informação)

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