Excedente comercial chinês com EUA bate novo recorde apesar de disputas comerciais

  • Lusa
  • 12 Outubro 2018

O excedente comercial da China nas trocas com os EUA aumentou para o valor mais alto de sempre, fixando-se nos 34.100 milhões de dólares, apesar da guerra comercial entre os dois países.

O excedente comercial da China nas trocas com os Estados Unidos aumentou para o valor mais alto de sempre, em setembro, fixando-se nos 34.100 milhões de dólares, apesar da guerra comercial entre Pequim e Washington.

Segundo dados das alfândegas chinesas, as exportações para os EUA subiram 13%, face ao mesmo período do ano passado. No total, o país asiático vendeu 46,7 mil milhões de dólares em produtos para o mercado norte-americano, detalhou a mesma fonte. As importações chinesas oriundas dos EUA aumentaram 9%, em termos homólogos, para 12,6 mil milhões de dólares.

O valor recorde do superavit chinês ocorre apesar de Washington ter imposto taxas alfandegárias sobre 250 mil milhões de dólares de bens chineses, visando contrariar as ambições de Pequim no setor tecnológico.

“As exportações continuaram a desafiar as taxas impostas pelos EUA no último mês, mas as importações debatem-se com a queda na procura interna”, observou Julian Evans-Pritchard, consultor na Capital Economics, num relatório.

“Antecipámos que ambas abrandem, nos próximos trimestres”, acrescentou.

Setembro é o segundo mês consecutivo em que as exportações chinesas para os EUA estabelecem novo recorde. No conjunto global, as exportações chinesas aumentaram 14,5%, face a setembro de 2017, para 226,7 mil milhões de dólares. As importações subiram 14,3%, para 195 mil milhões de dólares.

Em causas nas disputas comerciais entre Pequim e Washington está a política de Pequim para o setor tecnológico, nomeadamente o plano “Made in China 2025”, que visa transformar o país numa potência tecnológica, com capacidades em setores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos.

Os EUA consideraram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China em abrir o seu mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da competição externa.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Excedente comercial chinês com EUA bate novo recorde apesar de disputas comerciais

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião