Fesap reúne-se com Centeno na expetativa de aumentos para todos

  • Marta Santos Silva
  • 12 Outubro 2018

As Finanças teriam dito que enviariam durante a semana uma proposta concreta para a Função Pública mas não aconteceu. José Abraão espera que Governo recue no faseamento do descongelamento até 2020.

Após dois adiamentos, os sindicatos da Função Pública encontram-se esta sexta-feira para a quarta reunião com o Ministério das Finanças, mas que desta vez conta com a presença de Mário Centeno, na expectativa de ter uma proposta concreta para aumentos salariais para os trabalhadores do Estado e resposta a outras reivindicações como a reposição dos 25 dias anuais de férias.

À entrada da reunião, o dirigente da Fesap, José Abraão, lamentou que a reunião tenha lugar numa sexta-feira quando o Orçamento do Estado deverá ser apresentado na segunda-feira, por não haver espaço para uma nova negociação suplementar entre este encontro e a apresentação do documento — colocando, no entanto, a hipótese de pedir estas negociações posteriormente caso seja necessário.

“Se são aumentadas todas as pensões, o que muito valorizamos”, disse o dirigente sindical, “porque não são aumentados os salários de igual valor?”, questiona, referindo-se à confirmação pelo PCP de que as pensões serão alvo de um aumento extraordinário de 10 euros em janeiro.

Para José Abraão, o Governo deveria aumentar todos os funcionários públicos, seja de forma percentual seja em valor absoluto, sem discriminar favorecendo aqueles que têm salários mais baixos, como chegou a ser proposto. “Não há funcionários de primeira e funcionários de segunda”, disse, reforçando que os salários da Administração Pública não são aumentados há uma década.

Finalmente, o sindicalista espera que nesta reunião o Governo se mostre favorável a recuar na sua proposta de fasear o pagamento do descongelamento das carreiras até 2020. “Não aceitamos que que o descongelamento das carreiras vá além desta legislatura”, acrescentou.

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