ERSE deve anunciar subida de preço da luz de 2% em 2019

  • ECO
  • 13 Outubro 2018

A entidade reguladora deverá anunciar o aumento de preço no mercado regulado, acima do nível da inflação, na próxima segunda-feira. O Governo procura limitar o efeito.

A eletricidade deverá subir de preço em mais de 2% em 2019, um aumento que é superior à taxa que se prevê para a inflação, escreve este sábado o Correio da Manhã. O aumento deverá ser apresentado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) na próxima segunda-feira.

O aumento no preço da luz por parte da ERSE, que fixa os preços no mercado regulado, deverá vir dos aumentos no mercado ibérico (Mibel). O Correio da Manhã acrescenta que no mercado liberalizado os preços poderão subir até 10%.

O Correio da Manhã destaca que a diferença na subida de preços entre o mercado regulado e o mercado liberalizado poderá fazer com que as famílias optem por regressar ao mercado regulado, como prevê a portaria 348/2017.

Separadamente deste aumento previsto devido ao mercado ibérico, Bloco de Esquerda fechou este sábado um acordo com o Governo para aliviar a fatura da luz em 2019 e 2020. A descida terá três componentes, que segundo o Bloco resultarão num alívio da fatura de eletricidade em 5%. A primeira componente será a redução do IVA de 23% para os 6% sobre a chamada “potência contratada”; a segunda componente será o alargamento da contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE) às empresas que produzem energias de fontes renováveis; e a terceira consistirá na transferência do dinheiro da CESE para abater no chamado défice tarifário, que é uma das das outras parcelas do preço da luz.

O anúncio da nova tarifa por parte da ERSE chega esta segunda-feira, mas, destacou Mariana Mortágua na conferência de imprensa em que apresentou as medidas para a energia no OE 2019 este sábado, a ERSE poderá atualizá-la a 15 de dezembro, altura em que deverão ser incorporadas estas alterações.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

ERSE deve anunciar subida de preço da luz de 2% em 2019

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião