Máximo dos Santos considera que venda do Novo Banco ajudou Portugal a sair do “lixo”

  • ECO
  • 21 Outubro 2018

Máximo dos Santos diz que a venda do Novo Banco ao Lone Star foi "certamente" um fator importante para que as agências de rating voltassem a considerar a dívida portuguesa como de qualidade.

A venda do Novo Banco ao fundo Lone Star foi um fator que “certamente” ajudou a dívida portuguesa a sair do “lixo”. A observação é de Máximo dos Santos, vice-governador do Banco de Portugal (BdP) e presidente do Fundo de Resolução, que detém uma participação na instituição que nasceu da queda do antigo Banco Espírito Santo.

Numa entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, Máximo dos Santos deixa a nota: “Temos de ter em conta que se [a venda do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star] não tivesse acontecido, estas subidas de rating da República e um olhar bastante mais positivo do conjunto do nosso sistema financeiro certamente não se verificariam, porque teríamos aqui um elefante na sala que estava sem solução”, afirma.

Numa altura em que se espera uma nova injeção do Fundo de Resolução no Novo Banco, ao abrigo do mecanismo de capital contingente, no valor de quase 800 milhões de euros, Máximo dos Santos reconhece serem “valores elevados”. Contudo, lembra que “as contas fazem-se no fim”, porque a participação do Fundo de Resolução ainda vai ser vendida.

“As contas finais da operação só podem considerar-se no momento em que a participação do Fundo de Resolução for também ela vendida, porque, naturalmente, essa participação vai ter um valor, e quanto melhor nessa data estiver o banco maior será o valor dessa participação. Isso significará que a estas contribuições teremos depois de deduzir o valor do encaixe que o Fundo de Resolução terá”, diz, na entrevista publicada este domingo.

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