Aumentam pedidos de residência em Portugal. Brasileiros dominam

A maioria das primeiras autorizações de residência emitidas em Portugal foram para cidadãos do Brasil, e tiveram como motivo razões familiares, no ano passado. Na UE. emprego liderou os pedidos.

Quem escolhe vir para Portugal, e porquê? Em 2017, o número de primeiras autorizações de residência concedidas cresceu cerca de 20% em relação ao ano anterior, motivadas principalmente por razões familiares. O Brasil é o país de origem da maior parte dos residentes fora da União Europeia (UE) que fizeram as malas e rumaram a Portugal.

Foram emitidos 37.242 primeiros vistos de residência em Portugal para residentes fora da UE, no ano passado, segundo revelam os dados divulgados pelo Eurostat. Estes são concedidos a alguém que nunca tinha recebido um visto, ou cuja última autorização tenha chegado ao fim da validade há mais de seis meses, a partir da data do novo pedido. Este número subiu, e de 3 vistos por cada 100 habitantes, passou para 3,6.

No que toca às motivações dos que se deslocam, Portugal contraria a regra, já que na maior parte dos Estados-membros da UE os vistos concedidos foram por emprego. A maior fatia dos que escolhem o país, 46%, vem por razões familiares. O emprego é o segundo motivo das deslocações, e a educação fica em último lugar.

Top 10 das nacionalidades que receberam o primeiro visto por residência na UE, por razão, em 2017Eurostat

Quem procura trabalho na UE dirige-se maioritariamente à Polónia, o país que registou 59% de todas as autorizações por razões de emprego, no ano que passou. Já a maior parte daqueles que se deslocam pela educação tem como destino o Reino Unido.

Diz-me de onde vens, dir-te-ei para onde vais

Os brasileiros são aqueles que mais procuram Portugal, numa larga percentagem — cerca de 35% dos vistos concedidos foram para cidadãos desta nacionalidade. Seguem-se os chineses, incluindo aqueles oriundos de Hong Kong, e os cabo-verdianos. Os chineses que vêm para a Europa são motivados maioritariamente pela educação, enquanto a família é a base da escolha de 37,7% dos brasileiros que se deslocam para o Velho Continente.

As primeiras autorizações de residência emitidas nos Estados-membros da UE, para pessoas oriundas de países terceiros, registaram também um ligeiro aumento no ano passado, e mantiveram-se acima dos três milhões, recorde atingido em 2016. Um em cada cinco vistos foi emitido na Polónia, o país que agregou 22% destas autorizações. A Alemanha e o Reino Unido são os outros responsáveis pelo maior número de licenças.

Metade das autorizações concedidas nos Estados-membros da UE foram para apenas sete nacionalidades. Os maiores beneficiários são aqueles oriundos da Ucrânia, que vão em grande número para a Polónia. Os naturais da Síria, dos quais quase dois terços escolhe a Alemanha, e da China, que preferem o Reino Unido, seguem-se. Aqueles que vêm da Índia, Estados Unidos da América, Marrocos e Afeganistão fecham o top 7.

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