Subida dos preços compensa paragem de fábricas. Navigator aumenta lucros para 172 milhões

A empresa sentiu o impacto de "duas grandes paragens" nas fábricas de Setúbal e da Figueira da Foz, mas os efeitos negativos destes eventos foram compensados pelo aumento dos preços do papel.

A Navigator registou lucros de 171,8 milhões de euros no conjunto dos primeiros nove meses deste ano, valor que representa um aumento de 17,8% face aos resultados alcançados em igual período do ano passado. A empresa sentiu o impacto de “duas grandes paragens” nas fábricas de Setúbal e da Figueira da Foz, mas os efeitos negativos destes eventos foram compensados pelo aumento dos preços do papel.

As contas foram divulgadas, esta terça-feira, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A empresa detalha que atingiu um volume de negócios de 1.252 milhões de euros no período de janeiro a setembro, o que representa um incremento de 3,5% em relação aos primeiros nove meses de 2017. O segmento de papel representou 74% do volume de negócios, a energia 10%, a pasta 9% e o negócio de tissue outros 5%.

“O período ficou marcado pela evolução favorável dos preços do papel”, indica a Navigator. Foi esta evolução que compensou as paragens nas fábricas de Setúbal e Figueira da Foz, ambas para manutenção.

“O elevado número de dias de paragem, assim como a necessidade de constituição de stocks nos meses anteriores, condicionaram fortemente a disponibilidade de pasta para venda no grupo nos primeiros nove meses de 2018. Deste modo, as vendas da Navigator situaram-se em 177 mil toneladas, 30% abaixo do volume registado nos primeiros nove meses de 2017, período que beneficiou de alguma destockagem que não se verificou em 2018 por insuficiência de stocks no início do ano”, aponta a Navigator.

A papeleira dá ainda conta de um “impacto contabilístico” da taxa anti-dumping imposta pelos Estados Unidos sobre as vendas feitas pela empresa para esse país. Recorde-se que, em agosto deste ano, a Navigator foi notificada pelas autoridades norte-americanas de que a taxa anti-dumping a aplicar sobre as vendas realizadas durante o período entre agosto de 2015 e fevereiro de 2017 seria de 37,34%.

Contudo, já este mês, e depois de a Navigator ter “invocado a existência de erros administrativos na decisão” e de ter recorrido a “todas as medidas legalmente disponíveis para demonstrar” que a taxa era “totalmente injustificada”, o valor da taxa foi revisto em baixa, para 1,75%.

Os montantes já pagos por esta taxa afetaram negativamente o EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em dez milhões de euros, o que “inclui o reconhecimento de 3,6 milhões relativos à aplicação retroativa da taxa de 1,75% nas vendas” feitas entre agosto de 2015 e fevereiro de 2017.

Feitas as contas, a Navigator chegou ao final de setembro com um EBITDA de 340,6 milhões de euros, um aumento de 13,5% em relação ao período homólogo.

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