EUA baixam taxa a pagar pela Navigator. Cai de 37,34% para 1,75%

Os EUA queriam aplicar uma taxa de 37,34% às vendas da empresa de papel feitas no país. A taxa foi, agora, reduzida para apenas 1,75%. Impacto vai ser apenas de dois milhões de euros nos lucros.

Os EUA queriam aplicar uma taxa de 37,34% às vendas da empresa de papel feitas no país, mas reduziram-na para apenas 1,75%, aliviando de forma expressiva o impacto nas contas da Navigator. A empresa estima, agora, um efeito negativo de apenas três milhões de euros nos resultados antes de impostos e de dois milhões nos lucros.

A Navigator “foi notificada pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos da América que a taxa anti-dumping final a aplicar retroativamente nas vendas de papel para os Estados Unidos, para o período compreendido entre agosto de 2015 e fevereiro de 2017 foi revista em baixa para 1,75%“, diz em comunicado enviado à CMVM.

Em agosto, a empresa tinha sido notificada de que “a taxa final sobre vendas realizadas durante esse primeiro período de review seria de 37,34%, pese embora em março de 2018 a sociedade tenha sido notificada pela mesma autoridade que, de acordo com a sua avaliação preliminar, a taxa anti-dumping a aplicar seria de 0%”.

De 0% passou a 37,34%, taxa essa que “começou a aplicar-se às vendas para os EUA desde 13 de agosto de 2018, substituindo a anteriormente aplicável até essa data de 7,8%”, diz a empresa. Agora, vai passar a ser menor, de 1,75%, depois de a empresa ter “invocado a existência de erros administrativos na decisão” e recorrido “a todas as medidas legalmente disponíveis para demonstrar que a taxa acima mencionada para o período em causa era totalmente injustificada”.

"O impacto estimado [da taxa de 1,75% aplicada pelos EUA], se bem que ainda negativo, passa a ser de cerca de três milhões no EBITDA e de dois milhões de euros nos lucros líquidos do ano em curso.”

Navigator

Perante estas movimentações, a Navigator acabou por conseguir baixar a taxa pedida pelos EUA, poupando assim vários milhões de euros. “Em resultado desta decisão, e ao invés da aplicação da taxa ter um impacto negativo de 66 milhões no EBITDA e de 45 milhões nos lucros líquidos do ano em curso tal como anteriormente comunicado, o impacto estimado, se bem que ainda negativo, passa a ser de cerca de três milhões no EBITDA e de dois milhões de euros nos lucros líquidos do ano em curso”, diz a empresa.

“Adicionalmente, será iniciado um processo de pedido de reembolso no valor aproximado de 22 milhões de euros, correspondente à diferença entre os montantes depositados até fevereiro de 2017 e o montante agora apurado”, remata o comunicado enviado pela cotada ao regulador do mercado de capitais português.

(Notícia atualizada às 21h02 com mais informação)

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